terça-feira, 16 de junho de 2009

Vigem - Porto Galinhas, Recife e Olinda

Mala no porta bagagens, um livro na mão e duas horas de viagem até Recife. O senhor Manuel guiou e deixou-me à vontade para irmos em silêncio pela br-101.
Finalmente no desembarque do aeroporto sai uma rapariga linda com uma mochila pronta para 3 meses pela América do Sul, sorrisos e abraços são entregues a toda a família que logo chegou também.

O plano era:
- de Recife partir para sul, para Porto Galinhas - a 60km de Recife - e lá ficar o fim de semana;
- segunda voltar a subir e visitar Recife e Olinda, adormecendo já em João Pessoa - 120km a norte;
- uns dias a passear no litoral da Paraíba e a conhecer a vida da Margarida;
- sexta chegar ao estado Rio Grande do Norte e passear por Pipa e suas lindas praias;
- sábado e domingo em Natal - a 180km a norte de João Pessoa - e daí apanhar o avião de novo para Portugal.
O nascer do sol em Porto Galinhas.

O Hotel:

Fomos para a principal praia de Porto Galinhas logo cedo. Stresses com os arrumadores, chegada à praia e entrar numa jangada em direcção ao mar. O Guga levou-nos até aos corais onde nadámos com peixes malucos. Um tempo maravilhoso, mar óptimo, peixes bonitos a saltar quase para a nossa mão, do nada o biquini é desapertado pelos peixes - doidos. Brincadeiras na água e volta para a praia.



Sentados à beira mar fomos invadidos por comerciantes de todo o tipo de coisas. Todo o tipo de artesanato, roupas, comidas e bebidas se encontravam ao nosso dispor pelos vendedores.

Domingo esteve a chover e ficámos pelo hotel. Mas a beleza é tão boa que vale a pena ficar só a olhar para o mar. Segunda partida para Recife.


Recife não tem a inteligente lei de João Pessoa de não se poder construir prédios com mais de 4 andares nas 4 ruas a contar da praia. Então é uma cidade enorme com uma parede de betão na costa. Passámos só de carro pela orla e vimos a placa de perigo de ataque de tubarões nestas águas! Mas mesmo assim e sendo uma das mais perigosas cidades do Brasil, é bonita.

Depois de Recife encontra-se Olinda.

Muito bonita com as suas ruas inclinadas e casas antigas coloniais coloridas.


Almoçámos relaxados com Recife lá ao fundo. Mais tarde viajámos até à minha cidade.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Dia de anos

Aulas das 8h da manhã, uma apresentação dum trabalho, sair da universidade só as 20h da noite e trabalhar na apresentação do dia seguinte? Poooois mas não. ;)
10h - apresentação correu bem - sobre o esquecimento segundo Freu. No final da minha apresentação a professora começou um discurso sobre a beleza da vida que terminou na oportunidade de receberem na turma deles a Margarida que fazia anos. Toda a turma largou um "Aaaaaah" de quem percebeu o porquê daquele discurso estranho. Cantaram-me os parabéns e mais duas musicas giras daqui. Depois recebi muitos abracinhos de parabéns. :)

De volta da UFPB acordei o Pedro e a Bárbara e recebi uma prendinha querida :D Fomos almoçar um açaí e as meninas foram um bocadinho à praia. Fez sol no meu dia de anos, yey! Terminei um trabalho e fiquei muito tempo na internet a sorrir sem parar pela câmara enquanto falei com os amigos e família :)

O secretário Pedro já tinha ligado pra todos a combinar a festa nessa noite e a Bárbara já tinha o jantar e as compras todas planeadas. Fomos então pra casa do Irapa pra minha festinha. Fizemos uma lasanha vegetariana absolutamente deliciosa!
Foi bem tranquila a festa, boa comida e bebida, boas conversas, mergulhos da janela pra piscina, danças divertidas. Amigos :)

Eu e a Bárbara a fazer de djs no jardim.
O Rogério e a mulher Carol e o Buru apareceram lá :) À direita o Irapa.

Fran, Fernando, Pedro, Manu, Rúbio e Mark
Como era quarta feira, a esta hora a Patrícia e o Emerson já tinham ido embora.
O Izaías, a Ellie e o namorado estavam lá também claro :)
O pessoal cá de casa tinha prova no dia seguinte demanha e saíram tarde das aulas por isso não foram, mas pra compensar fomos na quinta jantar todos, mais a Carla ao rodízio - como não podia deixar de ser. Ofereceram-me uma rede! linda linda, laranja!
Foi um bom dia, não esperava nem metade da alegria que senti. Apercebi-me que estou cheia de pessoas muito boas e de quem gosto muito.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Chegar a casa...

Depois de um dia longo e cansativo é óptimo chegar a casa...

Depois das confusões e do adiamento da apresentação dum trabalho e duma frequência que seriam hoje, depois de caminhar de sala em sala, que estão em faculdades diferentes, depois de chegar à reserva e ter que adiar a observação aos primatas por causa da chuva intensa... depois de comer à pressa uma sandes feita demanhã, de estudar, ouvir os professores atenta, divertir-me um pouco com algumas pessoas... apanho o autocarro já de noite e volto pra casa.

Que bom ter a casa só para mim.
Rapidamente escolho uns legumes que vou refogar pro jantar, ligo o portátil e encontro o Filipe. Que prazer ouvir como foi o seu dia, ouvir só, alienar-me um pouco do meu dia.
Pôr a música especializada para estes momentos: sara tavares, jack johnson, jason mraz e orishas para dançar um bocadinho enquanto cozinho.
Relaxar e jantar, escrever calmamente. Depois vem a leitura do romance e provavelmente uma saída à praia molhada com o Pedro, Bárbara e quem mais quiser.

(Pôr do sol no rio, no Jacaré.)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

AI CA BURRO ACREDITOU-SE!

Basicamente há umas espécies de pássaros que não estão para tomar conta das crianças. Não há paciência para essa história de estarem sempre a pedir comida e a choramingar.

Então o que fazer com os filhos? Pois bem, vamos então distribuir uns ovinhos por ninhos alheios. Melhor ainda, vamos pô-los em ninhos de pássaros de espécie de menor tamanho, que aparentemente são um bocado burros. Assim o ovo dos cucos (por exemplo) é posto num ninho de pardais. O ovo do cuco (que está mais desenvolvido que os ovos residentes) eclode e o bicho limita-se a empurrar os outros ovos do ninho pra fora.
Os pais fazem o seu dever e alimentam o seu lindo filhinho, até ele ser crescido o suficiente e sair de casa.

Pois é, das duas uma, ou o amor paterno não tem fronteiras e não olha a diferenças, ou os pais não se apercebem que o filho não é lá muito parecido com eles...


É uma história da natureza bem bizarra que queria partilhar com vocês. ;)

terça-feira, 26 de maio de 2009

Fotos!

No sábado passei um belo dia e uma bela noite em casa do Irapuan e da Ellie. Estava lá um grupinho muito simpático.

Fez-se um óptimo almoço, cada um acrescentando o seu toque especial, depois enquanto o Emerson tocava viola o resto do pessoal cantava músicas, algumas que eu conhecia outras não, mas ouvi-los cantar com tanto entusiasmo contagiou e fez-me passar um bom serão.

Estavam lá: O Irapuan, Patrícia, Fernanda, Paulinha, Emerson e eu. A Ellie e outras pessoas iam e vinham ao longo do dia. O Pedro e a Bárbara também chegaram depois. Mais tarde mostrei músicas e fotos minhas. Fomos todas dançar super animadas ao som de uns ritmos africanos e eu ensinei-lhes o "esquema" (eheh). A euforia acabou em danças na piscina (mesmo que fosse de noite e havendo alguma chuva).

















A Patrícia, Fernanda e eu :)



Adormeci entre adivinhas e piadas pelas 5h da manhã. Ás 7h já o despertador tocava. Basicamente já é da praxe: eu, o Pedro e a Bárbara saímos sempre demanhãzinha lá de casa, completamente esgotados e ensonados.
Mas no domingo foi por uma óptima razão! 9h e entrámos no barco que nos levou ao Picãozinho! É um banco de areia e corais que existe a um kilómetro da praia. Lindíssimo.
(Os meus companheiros! e milhões de peixinhos na água!)
Adorámos andar por ali de máscara a ver todos os peixinhos que vivem nos corais. O orientador disse que era proibido alimentar os peixes, porque isso desiquilibra o ecossistema, mas mal saímos do barco estava um homem a atirar bolachas para a água como se não houvesse amanhã...
O Pedro adorou brincar com a máscara e o tubo por onde se respira; a Bárbara já não teve tanto jeito :P
Eu adorei nadar por cima dos corais, ver imensas espécies de peixes diferentes, uns pretos a defender os seus territórios nos corais, uns com riscas que se aproximavam imenso de nós, um muito estreitos azuis, etc. Tirámos boas fotos.











O homem atirou uma bolacha mesmo para a minha frente e os peixes foram todos! Só apareço na foto porque afastei alguns da minha frente!











sábado, 23 de maio de 2009

Ridículo

Em pleno Brasil, no Nordeste tropical, com uma temperatura sempre superior a 26º, aconteceu algo impressionante:
A Margarida constipou-se.

Mas a maior parvoíce é que a causa mais provável é o ar condicionado artificial e frio demais das salas de aula.

Ridículo :/

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Brasileirada

Eita! Não estão gostando do meu jeito di falar en?
Si você tá vivendo no Brasiu você fala brasileiro, tá ligado? É um negócio puxado velho. Sê tem qui si enturmar si não todo o mundo vai falar "oi? não entendi, fala di novo?", e isso é saco gente! Não tem mais telemóvel ou autocarro, qué isso? A gente fala celular, ônibus, apostila (sebenta), sorvete, filé (bife), tá massa, legau. Si você stá me enchendo eu falo "sê tá me aperreando!" e si você fala algo surpreendente eu digo "Víiixe!" ou "Óxenti". O povo fala "filho di rapariga" quando está brigando! Você tem qui estar a fim de falar menina apenas. E por favor não falem tabaco, só cigarro, visse?

Como vêem, estou sempre a tentar perceber todas as expressões típicas e as gírias e tenho que fazer um esforço constante para falar brasileiro para poder ser compreendida. Outra coisa, é que há muitas palavras/expressões que não me são completamente novas mas são um bocadinho diferentes do português de Portugal - aí eu aldrabo um bocado. :p Como o pequeno-almoço que é café da manhã e o fim de semana que é final de semana, ou as palavras "genitália" e "correctivo" (corrector).

Paraibano é doideira! Só faz bagunça na língua. ;)