A brisa, outrora refrescante, abraça-me num arrepio cada vez que passa. Mas ali me fico. O que vejo não pode ser abandonado. Nada faço. A minha reacção é pura quietude e olhar penetrante. Tão perplexa estou que nem me lembro de ficar assustada ou receosa pelo meu próprio corpo, que quebra o movimento cíclico de corpos e carros que atravessam a estrada. No exterior da carrinha podem ler-se frases cativantes, logótipos de marcas familiares. Mas o interior…
Ninguém espreita, ninguém sente necessidade disso. Homens entram e saem da carrinha carregados. Vestidos com batas brancas de acordo com a sua profissão. Tão funcional e normal como as outras. Na minha quietude atónica deixo correr o pensamento sinistro de que as batas são uma protecção da roupa contra o sangue que pode sujar a roupa. “Mas sim, porque o facto de se ficar sujo sobrepõe-se ao facto de a sujidade ser sangue.” – penso na hipocrisia.
Não fico mais ali. Saio de repente do turbilhão de emoções que há tanto espera para se mostrar em indignação e calo-o uma vez mais. Esta não é a minha luta. Não assim. Viro costas às carnes penduradas e caminho para onde me esforço a recordar que ia.
.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Quero escrever um livro
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Como estudar :)
1. Numa mesa onde possa espalhar os artigos, apontamentos, livros e claro o pc mesmo no meio.
2. Com roupa mega confortável e larga para não me lembrar para onde vão parar as bolachas que não paro de trincar.
3. Manter a concentração. Costuma ser com o café e música elecrto!
4. Não vir a toda a hora à net distrair-me :D - Difícil. Muito difícil.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Sê livre, sê feliz!
Liberdade é trabalhar naquilo que gostas.
Sê livre!
Mas não te esqueças de ser feliz!
Felicidade é adorar o trabalho que fazes.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
É urgente aceitar a morte.
É urgente aceitar a morte.
Passando rapidamente pelo primeiro impacto desta frase, salto o afastamento que ela me cria para conseguir olhá-la de outra forma.
É urgente aceitar a morte, mas não porque faça sentido, porque não faz.
Não queremos, nem agora nem nunca, morrer. Nunca lhe vou conceder consentimento.
Não é isso.
É urgente aceitar a morte porque ela existe.
E mais do que existir em mim, existe nos que amo. É-me urgente aceitar que ela existe em quem eu amo.
A razão para esta urgência é simples. Tenho que aceitar a morte para aceitar a própria vida.
Se não aceitar a morte de quem ainda vive, estarei a limitar o amor que lhe posso dar por estar constantemente envolta em preocupação com o futuro.
Se a ignorar, quando aquele que amo morre, vai-me ser impossível aceitar a vida que ele teve.
Ele viveu. Nada pode tirar isso.
Ela vive. Nada pode tirar isso. Pode terminar a vida, mas não pode apagá-la. Terminar implica que há algo, e é algo espectacular que nunca será apagado.
Venha a morte, mas ela que saiba que não vai apagar vida alguma.
quarta-feira, 31 de março de 2010
punho partido
Porque é que é chato não mexer o pulso esquerdo?
Não posso andar de bicicleta, segurar o que quer que seja com as duas mãos, conzudir, nem molhar o gesso...
Mas há coisas que nunca ninguém pensa. Como:
Onde deitar o champô para ter noção da quantidade que depois ponho no cabelo?
De vez em quando tenho caibrãs horríveis neste músculo cuja existência me era desconhecida.
Não dá para roer as unhas,
é preciso ter cuidado quando me quiser espreguiçar,
é difícil escrever o @!!
Não vou poder apanhar o cabelo por 4 semanas!
Só posso vestir roupa cuja manga passe pelo gesso, só roupa larga portanto.
Ah, e é estranhíssimo coçar o olho esquerdo com a mão direita!!
sábado, 23 de janeiro de 2010
sábado, 5 de dezembro de 2009
Estou candadinha...
Ando sempre dum lado para o outro, durmo pouco, estou sempre ocupada.
Mas sinto-me bem. Sinto-me produtiva e motivada. É a mesma sensação que se sente depois de fazer um desporto que gostamos. Sentimos o corpo cansado, mas não dum modo irritante ou com impaciência. Sentimo-nos satisfeitos, cumprimos aquilo que queríamos e com sucesso.
Mesmo que a pausa de gratificação não dure mais de cinco minutos num dia inteiro, ilumina-me o resto das horas do dia.
Ando sempre dum lado para o outro, durmo pouco, estou sempre ocupada.
Mas sinto-me bem. Sinto-me produtiva e motivada. É a mesma sensação que se sente depois de fazer um desporto que gostamos. Sentimos o corpo cansado, mas não dum modo irritante ou com impaciência. Sentimo-nos satisfeitos, cumprimos aquilo que queríamos e com sucesso.
Mesmo que a pausa de gratificação não dure mais de cinco minutos num dia inteiro, ilumina-me o resto das horas do dia.
Subscrever:
Mensagens (Atom)