Acordei com o despertador. Eram 10h, mas não foram o suficiente para o meu corpo recuperar(durido que estava da dança). Depois dum esperguiçar, dum dorminhar e dum voltar a enroscar, toca a campaínha. "Sim, sim! Sei que faz bem acordar e ganhar energia..mas estava taao bem!"... 10minutos e estamos no carro para um sítio surpresa. Quando lá cheguei, mesmo com o peso do sono ainda nas pálpebras, já sentia o sorriso que o Filipe cria em mim só por existir ao meu lado. Depois de fugir ao segurança e de pequenas chatices sobre o pagamento ou não do parque lá entramos. É bonito o jardim do museu do traje e sabe bem respirar e conversar por lá. De volta a "casa", fiz a minha missão do dia (literalmente e orgulhosamente): ensinei ao Filipe o truque certeiro para parar os soluços! Carrefur (agora continente), boxers, papel reciclado e bolachas. (Gosto de conduzir. Adoro o meu carro.Tenho mesmo pena que alguém o vá "abater".) Almocinho e palhaçadas típicas e que nunca me deixaram de fazer rir, faculdade e aulinha. Fiz os meus dois deveres antes da aula. Não sei como é com o resto do mundo, mas eu planeio muito todo o meu dia, faço anotações (geralmente na agenda) sobre o que quero fazer e são coisas como "ver do visto pró Brasil","estudar TPS","comprar pen"... Coisas úteis e que me orientam no dia a dia. (Orientam mesmo, se não tiver estes pequenos objectivozinhos para cada dia, perco-me.) Fiz então o que tinha pensado, fui à aula e correu muito bem, tirei imensos apontamentos e percebi tudo. A electricidade faltou e o professor continuou a aula às escuras (no anfiteatro) o que teve muita piada. No final da aula soube que as outras faculdades fecharam, mas a nossa continuou com o bar cheio de gente a lanchar iluminados pelas luzes de emergência como se nada fosse perturbar as suas rotinas engraçadas. Boleia do Filili ás meninas do trabalho de grupo. Trabalho de grupo feito numa hora cá em casa. Gostaram do meu gato :) é sempre motivo de orgulho. Peguei no calhambeque e levei camisas à lavandaria e fui pagar as aulas de dança na horta nova. Até deve ter a sua piada ver alguém a puxar com imensa força a porta amolgada do carro, desistir e entrar pela porta do outro lado para ir por dentro para o lugar do condutor. Casa do namorado e ficar por lá até as 8 e pouco a ler, namorar e relaxar...como se na nossa própria casa fosse. Passagem rápida e vi caras amigas. Jantar com a família, uma sopinha boa. Ver os contemporâneos com as gargalhadas dos pais no sofá sabe bem.
Depois do jantar reparei no sentimento inerente a toda a experiência do dia: sentir que tudo teve a mesma importância, que o tempo passa muito rápido e que é tudo rotina.
Mas, mas...quem é que acorda com o pequeno-almoço em punho e um jardim maravilhoso para respirar e passear ao lado do nosso companheiro de vida? Quem é que se pode gabar de comer algo delicioso feito por si mesmo? Quem é que não acha extraordinário que uma aula prossiga durante uma hora inteira só com a luz dos sinais de saída de emergência a iluminar parcialmente o professor?? Quem é que contém o riso ao conduzir (ou tentar conduzir) um carro com 20 anos? Quão abraçador não são os momentos de riso com o namorado e a família?
:) Vale a pena relembrar-me de que tenho esta "rotina"só porque me faz bem.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
O que aprendes é-te realmente novo?
Quando aprendem alguma coisa, ou seja quando adquirem um novo conhecimento conseguem distinguir se sabem isso, de se só vos faz sentido?
Vou explicar.
Temos uma estrutura cognitiva que integra um conhecimento.
Quando percepcionamos (tomamos conhecimento de) algo novo, acham que esse algo é posto dentro da estrutura cognitiva (tipo abrir uma caixa e pôr a informação lá dentro tipo memória), ou será que a informação ao ser integrada provoca uma reestruturação da cognição?
Penso que é a segunda, porque pelo menos eu, tenho imensa dificuldade em distinguir o que sei, do que compreendo. E todos sabemos na percepção do novo, usamos como base aquilo que já tivemos conhecimento, como se o já adquirido conhecimento se transformasse na maneira como vemos o novo. Certo?
Antes de continuar, só uma coisa. Para que serve o conhecimento? Serve para nos adaptarmos ao meio ambiente. Percepcionamos algo do ambiente ao integrá-lo em nós para desenvolvermos ou activarmos os mecanismos mais adquados para lidar com essa informação. Mecanismos esses que são a estrutura cognitiva que origina todo o nosso comportamento.
Então resumindo o conhecimento percepcionado serve para uma melhor adaptação ao ambiente.
Voltando à diferença entre saber e perceber, concluo que esta separação não existe, uma vez que o saber incorpora necessariamente o perceber (de percepcionar). Assim, só posso conhecer algo novo quando o percebo, ou seja quando possuo mecanismos que me permitem percepcionar/integrar e reestruturar a minha cognição com a nova informação.
Existindo apenas o fazer sentido e não o saber!
Ou seja, tudo o que eu aprenda já sei. Porque tenho a potencialidade de o aprender, de o integrar no meu mundo. E o inverso também se verifica: não podemos percepcionar algo para o qual não tenhamos potencialidades de integrar...
Isto torna a busca pela verdade uma coisa completamente redutora! Porque temos um limite de percepção, que não só não nos deixa conceber/perceber uma verdade para a qual não tenhamos estruturas para integrar e, mais extraordinário, TUDO o que percepcionamos é verdade! Porque existe, na medida em que é possível de integrar na nossa percepção e como tal, na nossa vida!
Mas também pode ser que ao ganhar conhecimento se ganhe novas estruturas de conhecimento (embora ache que isso só acontece com milhões de anos).
E será que podemos inverter o processo? (Algo do ambiente é percepcionado e tomado como base para uma adaptação a esse ambiente.) Poderiamos percepcionar o nosso pensamento e adaptar-nos a ele e posteriormente o ambiente era alterado adaptando-se ele a nós...parece esotérico, mas não o fazemos já?
PS: Sei que este post é diferente, mas pôr-me a pensar assim é comun na minha vida. :)
Vou explicar.
Temos uma estrutura cognitiva que integra um conhecimento.
Quando percepcionamos (tomamos conhecimento de) algo novo, acham que esse algo é posto dentro da estrutura cognitiva (tipo abrir uma caixa e pôr a informação lá dentro tipo memória), ou será que a informação ao ser integrada provoca uma reestruturação da cognição?
Penso que é a segunda, porque pelo menos eu, tenho imensa dificuldade em distinguir o que sei, do que compreendo. E todos sabemos na percepção do novo, usamos como base aquilo que já tivemos conhecimento, como se o já adquirido conhecimento se transformasse na maneira como vemos o novo. Certo?
Antes de continuar, só uma coisa. Para que serve o conhecimento? Serve para nos adaptarmos ao meio ambiente. Percepcionamos algo do ambiente ao integrá-lo em nós para desenvolvermos ou activarmos os mecanismos mais adquados para lidar com essa informação. Mecanismos esses que são a estrutura cognitiva que origina todo o nosso comportamento.
Então resumindo o conhecimento percepcionado serve para uma melhor adaptação ao ambiente.
Voltando à diferença entre saber e perceber, concluo que esta separação não existe, uma vez que o saber incorpora necessariamente o perceber (de percepcionar). Assim, só posso conhecer algo novo quando o percebo, ou seja quando possuo mecanismos que me permitem percepcionar/integrar e reestruturar a minha cognição com a nova informação.
Existindo apenas o fazer sentido e não o saber!
Ou seja, tudo o que eu aprenda já sei. Porque tenho a potencialidade de o aprender, de o integrar no meu mundo. E o inverso também se verifica: não podemos percepcionar algo para o qual não tenhamos potencialidades de integrar...
Isto torna a busca pela verdade uma coisa completamente redutora! Porque temos um limite de percepção, que não só não nos deixa conceber/perceber uma verdade para a qual não tenhamos estruturas para integrar e, mais extraordinário, TUDO o que percepcionamos é verdade! Porque existe, na medida em que é possível de integrar na nossa percepção e como tal, na nossa vida!
Mas também pode ser que ao ganhar conhecimento se ganhe novas estruturas de conhecimento (embora ache que isso só acontece com milhões de anos).
E será que podemos inverter o processo? (Algo do ambiente é percepcionado e tomado como base para uma adaptação a esse ambiente.) Poderiamos percepcionar o nosso pensamento e adaptar-nos a ele e posteriormente o ambiente era alterado adaptando-se ele a nós...parece esotérico, mas não o fazemos já?
PS: Sei que este post é diferente, mas pôr-me a pensar assim é comun na minha vida. :)
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Se fosses tu?
A minha ideia era ocupar-me o máximo que pudesse para me distrair.
Distrair de quê? Da falta de amigas e das dificuldades que estava a suportar na minha relação com o Filipe, que foram muitas, tive muito medo e tristeza.
Resultado: Habituei-me e fui suportando, contei com a Cláudia e o Luís, distraí-me muito bem com o novo trabalho, concentrei-me em trabalhos de grupo para a faculdade, ...e mais importante que tudo...Voltei a apaixonar-me...! É impressionante quão maravilhoso e fácil é gostar do Filipe.
Novo problema.
Vou para o Brasil. Vou para o Brasil 6 meses. Vou ficar 6 meses sem sequer poder olhar directamente o Filipe...
Ainda se pôs a hipótese de desistirmos da nossa relação, porque estava demasiado sensível e perdida para ainda haver um grande e difícil esforço para recuperar algo que vai acabar de qualquer forma daqui a uns mesinhos.
...Claro que quem nos conhece sabe que nunca iriamos desistir agora...
Bom, mas este post tem mais um objectivo do que ser fatalista.
Primeiro quero dizer-vos que estou indecisa entre deixar ou não o trabalho. Ocupa-me muito tempo, tempo esse que podia estar a aproveitar com o Filipe em vez de me distrair do medo que tenho que esta relação acabe e do ir sozinha para longe.
Espero que eu e o Filipe já estejemos suficientemente próximos para não me sentir desamparada com esse medo.
Segundo quero opiniões:
Como fariam? São mesmo 6 meses sem nos vermos, não há cá saltinhos todos os meses para dar um olá à família e ao namorado.
- Podemos continuar pela net, vermo-nos, escrevermo-nos, telefonarmo-nos...
- Custou-me muito quando ele esteve em Barcelona e não quero voltar a sentir isso, nem quero que o Filipe sinta isso. (Embora saiba que vai custar imEnso mesmo que acabe a relação...mas é duma forma mais construtiva acho eu, não é um sofrimento alargado.)
- Sei que vou voltar muito, muito diferente e ele também o vai estar. Porque primeiro já nem nos reconhecemos a nós próprios sem o outro e segundo vamos passar por experiências muito marcantes e que nos vão mudar muito.
Obrigada :) Gosto de vocês.
Distrair de quê? Da falta de amigas e das dificuldades que estava a suportar na minha relação com o Filipe, que foram muitas, tive muito medo e tristeza.
Resultado: Habituei-me e fui suportando, contei com a Cláudia e o Luís, distraí-me muito bem com o novo trabalho, concentrei-me em trabalhos de grupo para a faculdade, ...e mais importante que tudo...Voltei a apaixonar-me...! É impressionante quão maravilhoso e fácil é gostar do Filipe.
Novo problema.
Vou para o Brasil. Vou para o Brasil 6 meses. Vou ficar 6 meses sem sequer poder olhar directamente o Filipe...
Ainda se pôs a hipótese de desistirmos da nossa relação, porque estava demasiado sensível e perdida para ainda haver um grande e difícil esforço para recuperar algo que vai acabar de qualquer forma daqui a uns mesinhos.
...Claro que quem nos conhece sabe que nunca iriamos desistir agora...
Bom, mas este post tem mais um objectivo do que ser fatalista.
Primeiro quero dizer-vos que estou indecisa entre deixar ou não o trabalho. Ocupa-me muito tempo, tempo esse que podia estar a aproveitar com o Filipe em vez de me distrair do medo que tenho que esta relação acabe e do ir sozinha para longe.
Espero que eu e o Filipe já estejemos suficientemente próximos para não me sentir desamparada com esse medo.
Segundo quero opiniões:
Como fariam? São mesmo 6 meses sem nos vermos, não há cá saltinhos todos os meses para dar um olá à família e ao namorado.
- Podemos continuar pela net, vermo-nos, escrevermo-nos, telefonarmo-nos...
- Custou-me muito quando ele esteve em Barcelona e não quero voltar a sentir isso, nem quero que o Filipe sinta isso. (Embora saiba que vai custar imEnso mesmo que acabe a relação...mas é duma forma mais construtiva acho eu, não é um sofrimento alargado.)
- Sei que vou voltar muito, muito diferente e ele também o vai estar. Porque primeiro já nem nos reconhecemos a nós próprios sem o outro e segundo vamos passar por experiências muito marcantes e que nos vão mudar muito.
Obrigada :) Gosto de vocês.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Resumo da minha Vidinha
Muito bem, o último mês foi qualquer coisa deste género:
- Comecei a formação para ser empregada de mesa num novo restaurante mexicano-texano, em Telheiras;
- As meninas foram TODAS embora. Até a Cláudia durante um mês. (O que não foi muito simpático :P porque precisei imenso delas.)
- Tive milhões de complicações, conversas e mágoas com o menino Filipe.
- Comecei as aulas, e já tenho mil trabalhos pra fazer.
- As coisas com o Filipe foram melhorando aos poucos e...
- Começámos a Namorar. (que, pra quem não sabe, é algo novo e estranho para mim)
- A minha mãe fez 50 anos e fizemos-lhe a festa da vida.
- A minha prima do Norte veio estudar para Lisboa e está em nossa casa.
- Comecei a trabalhar a sério e não imaginam, é BUÉ díficil decorar os pedidos todos das pessoas, as horas a q se pediu e as horas a q já devem estar na mesa, as bebidas que há, a descrição de cada prato... Não parece, mas eu não parei em 5 horas seguidas.
Daqui para a frente quero, por favor, divertir-me e relaxar muito mais!
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
A Mulher
A mulher é terrível...
queixa-se a toda a hora,
A mulher é manipuladora,
Mas mesmo assim, a mulher é impressionante.
Nunca desiste de quem sabe ser o amor da sua vida.
Não se afasta do que quer, por mais que doa.
Apoia até se esgotar todo o carinho dentro do seu coração.
Entrega-se de corpo e alma
mesmo que a pessoa que ama tenha medo de entregar uma mão sequer.
Ama todos os momentos.
A mulher ama sempre.
Gosto de ser mulher... mas ser mulher cansa tanto.
queixa-se a toda a hora,
tem manias,
tem menstruação!
A mulher é manipuladora,
é mesquinha,
suga tudo e todos,
é irritante e irrita-se com tudo.
Mas mesmo assim, a mulher é impressionante.
Nunca desiste de quem sabe ser o amor da sua vida.
Não se afasta do que quer, por mais que doa.
Apoia até se esgotar todo o carinho dentro do seu coração.
Entrega-se de corpo e alma
mesmo que a pessoa que ama tenha medo de entregar uma mão sequer.
Ama todos os momentos.
A mulher ama sempre.
Gosto de ser mulher... mas ser mulher cansa tanto.
sábado, 2 de agosto de 2008
Ser um Verdadeiro Viajante
"Viajo sem pesos afectivos, sem pulsações em sentido inverso ao sentido da marcha, nenhuma prisão emocional a puxar-me para trás, toda a concentração orientada para esta voracidade de querer e poder agarrar a vida tal como ela se me puser a frente. E, paradoxalmente, viajo por todo este turbilhão de sentimentos e eventos com uma serenidade que também nunca tinha sentido antes. Como se pudesse ter quase tudo, e me sentisse satisfeito, realizado, com quase nada."
Gonçalo Cadilhe, Planisfério Pessoal
Descobri que é bem difícil manter a gratidão, a curiosidade, o sentido durante a viagem. Descobri também que, ao contrário do que imaginava, não basta viajar para ser um Viajante.
Gonçalo Cadilhe, Planisfério Pessoal
Descobri que é bem difícil manter a gratidão, a curiosidade, o sentido durante a viagem. Descobri também que, ao contrário do que imaginava, não basta viajar para ser um Viajante.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
Se alguém tivesse tirado uma foto...
Para gravar aquele sorriso descontrolado e expectante de boas vindas...
... ou o beijo de luz do sol na pele nua e feliz
... fotografar os dois recostados um no outro, descalços num terraço alcançado, a ter uma conversa de melhores amigos...
...ou o orgulho radiante nos olhos dela ao ve-lo trabalhar...
... a confiança das gargalhadas!
... filmar o empenho de carinho em festinhas...
... filmar a menina de saia sentada na bicicleta do rapaz, quando este a conduz ao deslizar pelas ruas de Barcelona... numa manhã tão bonita...
... fotografar os olhos fechados por causa do toque da luz da manhã e do feeling, quando sente o rosto no rosto nessa viagem de amor...
"A certeza de que nada mais terá o mesmo sabor." *
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Mimada
Sou curiosa. Gosto de me meter. Gosto de conhecer. Gosto de me mostrar.
Sou estupidamente exigente. Sou absurdamente indecisa. São muito raras as pessoas a quem continuo a dar-me como parecia que queria no início.
Desinteresso-me. Ou então interesso-me, mas não era bem assim que queria. Não invisto.
Arranjo qualquer desculpa para não me dar mais, mesmo que me apeteça conhecer melhor determinada pessoa.
Este falso desapego aliado à típica atitude de "deixa andar sem investir grande coisa" leva-me a uma grande conclusão.
Sou a pessoa mais convencida, mimada e egocêntrica que conheço.
Estou habituadíssima a ter pessoas fantásticas à minha volta que ainda por cima (por qualquer razão) gostam de mim!
Como se já não tivesse espaço para me dar a mais...Ridículo, se assim fosse não devia continuar esta vontade de conhecer mais esta ou aquela pessoa. (Certo?)
Esta atitude de não definir aquilo que quero das pessoas, de desistir à toa quando devia investir, de me contentar com ser "apreciada", é a característica mais impregnada em mim e que combato há mais tempo.
Tenho que investir mais, deixar de ser parva e preguiçosa!
P.S. Obrigada a vocês que me fazem ser mais exigente por vos ter conhecido, por participarem na minha vida, "obrigada" por me terem feito uma pessoa mimada.
Sou estupidamente exigente. Sou absurdamente indecisa. São muito raras as pessoas a quem continuo a dar-me como parecia que queria no início.
Desinteresso-me. Ou então interesso-me, mas não era bem assim que queria. Não invisto.
Arranjo qualquer desculpa para não me dar mais, mesmo que me apeteça conhecer melhor determinada pessoa.
Este falso desapego aliado à típica atitude de "deixa andar sem investir grande coisa" leva-me a uma grande conclusão.
Sou a pessoa mais convencida, mimada e egocêntrica que conheço.
Estou habituadíssima a ter pessoas fantásticas à minha volta que ainda por cima (por qualquer razão) gostam de mim!
Como se já não tivesse espaço para me dar a mais...Ridículo, se assim fosse não devia continuar esta vontade de conhecer mais esta ou aquela pessoa. (Certo?)
Esta atitude de não definir aquilo que quero das pessoas, de desistir à toa quando devia investir, de me contentar com ser "apreciada", é a característica mais impregnada em mim e que combato há mais tempo.
Tenho que investir mais, deixar de ser parva e preguiçosa!
P.S. Obrigada a vocês que me fazem ser mais exigente por vos ter conhecido, por participarem na minha vida, "obrigada" por me terem feito uma pessoa mimada.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Os Meus Apontamentos
Estou eu a ler a interessante e esquisita aula de psicofisiologia...
"Barrei o pão com hipóteses ao pequeno-almoço." - provoca uma onda N400 no EEG por se tratar de um estímulo inesperado.
Se é que não quando...
Excitação do N400 láláláaa enquanto que o P300 (...)
Penso: Ah não faz mal depois procuro nos slides da prof essa palavra.
Até que me deparo com a seguinte frase:
busibusibusipudim pudim pudim pudimpudim. Pudim, pudim flan!
Ou com a seguinte frase a ocupar quase metade pa página:
A PROF DISSE NICLES BATATÓIDES!!!
É aí que não resisto e estudo o mais depressa possível para chegar às próximas parvoíces, quem sabe conversas interessantes??
Vejam lá se não tenho um óptimo método de estudo! :D
P.S. Obrigada colegas aplicadas que não andam por aí a brincar e tiram apontamentos sérios.
"Barrei o pão com hipóteses ao pequeno-almoço." - provoca uma onda N400 no EEG por se tratar de um estímulo inesperado.
Se é que não quando...
Excitação do N400 láláláaa enquanto que o P300 (...)
Penso: Ah não faz mal depois procuro nos slides da prof essa palavra.
Até que me deparo com a seguinte frase:
busibusibusipudim pudim pudim pudimpudim. Pudim, pudim flan!
Ou com a seguinte frase a ocupar quase metade pa página:
A PROF DISSE NICLES BATATÓIDES!!!
É aí que não resisto e estudo o mais depressa possível para chegar às próximas parvoíces, quem sabe conversas interessantes??
Vejam lá se não tenho um óptimo método de estudo! :D
P.S. Obrigada colegas aplicadas que não andam por aí a brincar e tiram apontamentos sérios.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Estás comigo?
O Sentimento constante: uma brisa de insegurança com um toque de impaciência e ambição.
O Pensamento constante: E agora? Que há mais pra fazer? A quem falar, o que combinar? Falta alguma coisa. Falta sempre.
É isto que sinto ao tentar manter a minha vida como se ele aqui estivesse. Ao manter a rotina, a cumplicidade, o valor e significado de tudo. Porque quando se tem uma ligação destas, tudo o que fazes, és ou crias envolve o outro.
Mas ao longo do tempo a vida quer mudar, quer adaptar-se à nova situação, fazer novas rotinas. Sabe que é amada e ama, por isso não deveria haver problema em mudar, fazer coisas pra compensar a energia que não é partilhada.
É aí que surge a insegurança. Será que se me adaptar completamente, me esqueço dele? Não precisarei mais dele quando ele voltar?
É que no fundo ele pode aproveitar e abusar (porque é para isso que serve o erasmus), que depois sabe que volta para mim, um bocadinho diferente sim, mas igualmente segura em nós.
Mas eu estou no mesmo sítio. No mesmo bairro, no mesmo grupo de amigos, na mesma rotina.
Será que posso vir a deixar de precisar dele? (Vendo bem há tanta gente bem sem namorado.)
Claro que depois de traduzir em palavras o que ando a sentir nestes meses parece absurdo.
Rio-me de mim própria, é óbvio que o quero quando ele voltar! Penso "Bom, vamos acabar com esta parvoíce, respirar fundo, e vá." E então: um bloqueio. Mal desvio o olhar do amor dentro de mim para o que está à minha volta sinto-me outra vez sozinha.
É irracional.
Não sei como hei-de estar aqui contigo sem ti.
Poderia arriscar. Arrisquei e perdi antes de mudar o que quer que fosse.
Agora prefiro estar neste meio-termo, manter-me para ti, desgastar-me um bocadinho, ser menos do que poderia ser...
Porque sei que vou gostar muito mais do que sou quando estiver contigo!
Até já.
O Pensamento constante: E agora? Que há mais pra fazer? A quem falar, o que combinar? Falta alguma coisa. Falta sempre.
É isto que sinto ao tentar manter a minha vida como se ele aqui estivesse. Ao manter a rotina, a cumplicidade, o valor e significado de tudo. Porque quando se tem uma ligação destas, tudo o que fazes, és ou crias envolve o outro.
Mas ao longo do tempo a vida quer mudar, quer adaptar-se à nova situação, fazer novas rotinas. Sabe que é amada e ama, por isso não deveria haver problema em mudar, fazer coisas pra compensar a energia que não é partilhada.
É aí que surge a insegurança. Será que se me adaptar completamente, me esqueço dele? Não precisarei mais dele quando ele voltar?
É que no fundo ele pode aproveitar e abusar (porque é para isso que serve o erasmus), que depois sabe que volta para mim, um bocadinho diferente sim, mas igualmente segura em nós.
Mas eu estou no mesmo sítio. No mesmo bairro, no mesmo grupo de amigos, na mesma rotina.
Será que posso vir a deixar de precisar dele? (Vendo bem há tanta gente bem sem namorado.)
Claro que depois de traduzir em palavras o que ando a sentir nestes meses parece absurdo.
Rio-me de mim própria, é óbvio que o quero quando ele voltar! Penso "Bom, vamos acabar com esta parvoíce, respirar fundo, e vá." E então: um bloqueio. Mal desvio o olhar do amor dentro de mim para o que está à minha volta sinto-me outra vez sozinha.
É irracional.
Não sei como hei-de estar aqui contigo sem ti.
Poderia arriscar. Arrisquei e perdi antes de mudar o que quer que fosse.
Agora prefiro estar neste meio-termo, manter-me para ti, desgastar-me um bocadinho, ser menos do que poderia ser...
Porque sei que vou gostar muito mais do que sou quando estiver contigo!
Até já.
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