segunda-feira, 27 de julho de 2009

terça-feira, 14 de julho de 2009

Este fim-de-semana teve muitas coisas.
Apercebi-me que a Inês já foi embora há uma semana, passou a correr.
A Fran foi embora e chegaram outros 3 ingleses também do curso de línguas.
Fomos passar o fim-de-semana a casa da Peitricia em Jacumã (30min daqui) onde comemos como reis, atrofiámos e aproveitámos a praia.
No início da noite recebo um telefonema mau. Peguei no carro (mais os meus dois companheiros de crise) e fui buscar o corpo morto da gatinha que acolhi em casa. A viagem silenciosa de carro foi o curto luto que fiz por este pequeno ser. Pontadas de culpa e raiva invadiam-me a mente ao mesmo tempo que a necessidade de ser responsável e credível me controlava na condução.

Foi há uma semana que encontrei a Sertaninha na rua, super doente e toda suja, completamente desorientada. Levei-a ao veterinari0, dei-lhe gotas e carinho. Mas ela tinha duas viroses e não melhorou.

Apesar de tudo, a noite de sábado foi muito muito divertida. Houve malabarismos e o jogo do lobo! "Sem condições"! :p

No dia seguinte fomos à praia que estava sem ninguém por ser Inverno.: ;)

(A Fernanda a fazer yoga.)

(As lindas trilhas até às praias fazem lembrar o Lost.)
Entre estas viagens divertidas (e a triste morte), acontecem outras coisas, há a faculdade, a falta de sono, a festa demais, os amigos e as pessoas novas. Há também a remodelação total da casa do Irapa - vai-se tornar um albergue com 7 quartos óptimos para alunos estrangeiros em intercâmbio. Que delícia, quem me dera ter um projecto destes nas mãos.
E de repente a aparente impossibilidade de passar de ano por causa de uma única cadeira (que não vou conseguir passar), fez-me deslumbrar com outras maravilhosas possibilidades.. Fiquei a sonhar sobre ficar no Brasil até Novembro (quando o visto termina); pensei em trabalhar em empregos bacanos tipo num hostel, ou num bar à noite...
...Seria tão bom ter só esse ano de pausa de estudo, ganhar um dinheiro e saborear ainda mais a vida...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Que nunca acabe...

Mesmo que a noite pareça ter acabado, fica esta sensação inspiradora. Nunca acaba. Deitada na rede aqui estou eu. Gata ao colo e pc nas mãos. Ventoinha ligada - porque estou no Brasil que ainda é quente. Conheci portugueses hoje. O mundo é tão pequeno. Podia ter contactado mais com eles no início e tudo poderia ter sido diferente. Vou a tempo de os conhecer melhor, vou a tempo de aprender capoeira, vou a tempo de viajar mais, de me dar mais aos amigos, vou a tempo de ir ao Rio talvez, vou a tempo de conhecer mais isto e aquilo enquanto estou deste lado do atlântico. Há tanta coisa pra conhecer, tantas pessoas fantásticas, tantos lugares lindíssimos! Esta viagem nunca vai acabar. Mesmo em Lisboa, vou pôr a minha rede no quarto, vou saber mais sobre o Brasil, vou a bares de samba de certeza. Há tanto pra conhecer! O tempo está a passar tão rápido que já não espero pelo fim de semana para o viver ao máximo. Vou perder o Verão em Portugal é verdade, mais uma razão para aproveitar isto ao limite! Já só tenho um mês e meio, será? Na verdade, esta é uma viagem que permanece sem bilhete de volta comprado. Viagem sem bilhete de volta...que gosto bom este da incerteza do tempo nesta terra maravilhosa.

domingo, 5 de julho de 2009

Outra noite

A chuva torrencial é o som de fundo juntamente com o barulho das conversas animadas nas mesas, no bar e sobre a mesa de snooker. Fecho os olhos e curto a vibração do baixo dentro do corpo, mas volto a abri-los com vontade de sugar com mais intensidade a música através deles.
Tudo começa com as rastas a balançar rapidamente ao som das batidas do baterista, que lembram África, depois a sedução surge inerente ao som das cordas da guitarra latina e por fim, o saxofone sofisticado entra em cena. A mão eleva o copo frio de vidro e cerveja fresca toca nos lábios energizando o sorriso. Um olhar à volta vê caras amigas e cumprimenta-as. Uma brisa fresca atravessa as portas de vidro e a pele sem roupa agradece. O frenesim composto pelos instrumentos termina e volto para casa porque tenho de acabar o trabalho para amanhã. Com restos de chuva, bebida, amigos e música dentro de mim continuo o trabalho da faculdade, mas amanhã, já se sabe, há outra noite.