quarta-feira, 8 de abril de 2009

Estou a começar a gostar de estar aqui... :)


(vista da minha sala)

domingo, 5 de abril de 2009

Monólogo

Sabem aquela miúda bem chata?
A Margarida? A que se está sempre a queixar, não diz nada de novo... até é irritante! Ela anda sempre ora triste e nostálgica, ora aborrecida com a vida.
Eish..! Tou farta dessa gaja.
Estou desejosa que a outra chegue. A Margarida bem-disposta, desafiadora e divertida. Já tenho saudades dela, e não a vejo há bue.
Espero que volte depressa...

(No coments please.)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Nova casa

Hoje saí de casa da Vera e do Paulo.

Gostei muito deles, preocuparam-se imenso comigo (embora a Vera seja meia distraída). Perguntaram quem eram estes portugueses com quem vim viver. A Vera até ficou triste por eu ir embora.
Mas já era tempo. Tempo para poder sair à noite e não ter que voltar de taxi sozinha, para me dar mais com pessoal da minha idade e para sair de casa dos "pais" outra vez!

Vou ficar na nova casa até dia 25 deste mês (porque o apartamento já ta pago). Aqui há dois quartos e um mais pequeno onde estou agora, mas este não tem cama, estou num colchão de ar. Por mais 30 euros por mês vamos para o centro, para uma casa bem melhor e maior...embora não esteja virada para o mar! (Que pena.)
Estou com o Pedro, a namorada Sofia e o Ricardo. Estou a gostar muito deles. Além de que falam à norte e a Sofia diz "bamos zembora"!



Esta é a vista do meu quarto, estamos a uma rua da praia (embora não seja a melhor).





E esta é a tarântula que vi na universidade no outro dia, se alguém tiver curiosidade :P


P.S. Está um CALOR INSUPORTÁVEL!

;)

segunda-feira, 30 de março de 2009

Dia chato

Levantei-me algumas vezes da cama durante a noite. Com melgas, calor, ou só porque não conseguia dormir.

Eram 9 horas quando vim ter a casa dos portugueses (na mesma rua mas perto da praia) para irmos à universidade. Fui lá tentar fazer a minha carteira de estudante mas afinal só a partir de dia 3. Por sorte encontrei o coordenador dos Assuntos Internacionais que me disse que eu podia ir a um sítio no centro e fazer lá já hoje. (A carta de estudante é importante pa universidade e dá descontos óptimos nos ônibus e noutras coisas.)

Depois do almoço fui tentar aceder à net ainda na UFPB, mas não havia energia...nem ventoinhas funcionavam.

Fui à assessoria de assuntos internacionais mas era a hora de almoço e ninguém lá estava.

Decidi que tinha de voltar a casa (15min d onibus + 20 a pé) para ir ver o endereço do sítio onde se faz a carta d estudante e o passe.

Não estava ninguém em casa. Gritei à vizinha "Ana!...Minino!" e aparece o Fabricio (de uns 8 anos) a correr descalço pelo entulho.
- "Oi, Sê tem chave pra mim, tem?"
- "Tem" - e entrega-ma por entre as grades do portaozinho.

De novo cá fora vim apanhar o onibus para o centro.

Estava fechado. Vi lá um contacto e liguei.
"Preciso de fazer uma carta de estudante."
"É, mas não vai dar, não. Estou no banco e está muita fila..Só amanhã."
...No papel à porta de onde tirei o número dizia que estava aberto das 8h às 13h e das 14h às 16h30. Eram 15h.

Depois de gastar todo o dinheiro do telemovel com a senhora, voltei para o meu bairro - Manaíra.
Vim-me queixar aos portugueses, telefonei pra casa e disse que ia jantar com eles fora, porque às 20h íamos ver um apartamento lá perto.

Perto das 20h telefonamos à senhora do aluguer e afinal não havia apartamento pra ninguém.
Vamos amanhã ver outros dois. (Queremos um apartamento com três quartos (pra mim, pro ricardo e outro pró pedro e a sofia) aqui nestes bairros.)

Depois do jantar fui apanhar um táxi para ridicularmente subir a rua (15min a pé!), porque há noite não passo naquela zona sozinha. A rua é só de casas pequenas, tem pouca luz à noite e o movimento que há é do bairro: míudos de bicicleta, pessoal sem t-shirt nas esplanadas e a conversar no mini-mercado.
Pela segunda vez um taxista ficou surpreendido por me ouvir dizer que é no fundo da rua (onde começa a favela). Antes de sair do táxi, pedi para ele não ir embora antes de eu entrar, por favor.

Não tinha uma chave comigo porque tinha deixado na vizinha antes de sair. Agora eram nove da noite, a vizinha ja tava a dormir e a luz de casa estava acesa. Toquei à campainha e nada. A poucos metros estavam três homens e uma criança. Estavam encostados no muro da última casa antes da favela. Um deles sem t-shirt e não me admira que estivessem descalços.

O taxista feito cobarde deixou-me ali sozinha.

Odiei-o.

Toquei imensas vezes, gritei à porta e à vizinha. Tentei telefonar mas tinha gasto todo o dinheiro com a mulher da carta de estudante.
Decidi que não ia ficar à espera de ser assaltada e dei meia volta. Ainda por cima, soube hoje mesmo que há um mês houve tiros e mortes na favela.
Depois de ter pago 5 reais para subir a rua voltei a descê-la, agora sozinha e a pé.
Felizmente na rua ainda havia umas pessoas a apanhar ar, numas cadeiras..na rua a conversar...
Andei o mais depressa, descontraidamente e segura de mim que pude.

Estou em casa dos portugueses aqui no outro extramo da rua. Vou dormir cá. Telefonei mais tarde à Vera e ela tinha ido só em meia hora a casa de não sei quem e tinha-se esquecido de mim.

Ela não tem culpa. Eu é que estou na casa deles e tenho que seguir os seus horários.
Mas estou desejosa de ter a minha chave e uma casa bem longe daqui. Longe da rua que todos me comentam ser perigosa.

sábado, 28 de março de 2009

A minha cidade

Esta é a minha nova cidade:

(Não dá pra ler bem mas eu explico.)


O círculo ao meio é o centro, ainda não lá fui.

A casa onde estou agora é à direita, não sei se é tão para dentro mas é por aí.

Estas zonas da costa são as mais centrais. Da direita para a esquerda: Manaíra, Tambaú e Cabo Branco. Tambaú é o mais animado e o que tem onde sair à noite.


A minha universidade está à esquerda. Como eu disse está ao lado da mata.

Hoje fui passear pelas praias e pelo calçadão:



É simplesmente lindíssimo!


Até à linha do horizonte é só mar, lindo, verde, quente e de onde se olha há muitas árvores e mil barezinhos ao longo do calçadão.

Fui ao mar, "cochilei" numa cama de rede a ler, com um sumo de abacaxi...e caminhei mais.


Falei com um rapaz lá do bar, que viaja muito e soube bem a companhia.


Deitada na cama de rede, numa sombra óptima a olhar para o mar pensei...





"É aqui que vou estar nos próximos 5 meses..!"





:) Que maravilha.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Primeiras Impressões

Acordei com a luz às 7h30 e voltei a ligar a ventoinha.

A casa tem uma grande sala e três quartos, o da Vera e do Paulo, um de visitas e o antigo da Paloma (segunda filha deles, que já mora fora). Tenho um banheiro só para mim, mas que não era usado há muito tempo.

Fui tomar banho. Já nua liguei a água e descobri que no duche, na parede de lado, estavam 3 aranhas e suas teias. O chuveiro é daqueles que não sai lá de cima e tem pouca pressão. Depois atirar várias vezes águinha pra lá percebi que assim não dava. Chamei timidamente a Vera e ela riu-se enquanto tirava c a vassoura as teias e disse "Tem medo di bicho? Então e tá vindo pa um país tropical?!". Pois é Luís, esquece lá essa viagem. :p

A todas as refeições de bebe sucos, já bebi de mangão (maracujá) e de canjá (que não faço ideia do que seja). Estava a beber que a Vera disse que tinha granola por isso é que se sentia uns pedacinhos mais duros. Mas houve um momento esquisito. Depois de ela dizer isso olhei para o frasco da granola e vi imensas minúsculas aranhas lá dentro!! Além de que o bolo que estava no fogão com papel transparente em volta também tinha formigas a come-lo.

Demanhã o Paulo foi trabalhar e a Vera disse-me que tinha combinado com a Paloma ir à manicure dos pés e me levava com elas. Eu fiquei contentinha, mas depois descobri que era suposto ir até lá e ficar à espera delas na sala de espera... Boca. Voltámos para casa e eu almocei primeiro. Comi a refeição que me vai seguir o resto do erasmus: arroz com feijão! Com salada e claro, um suco de canjá.

As 12h30 fui ter com o João - rapaz da minha faculdade que fez aqui o 1º semestre. Ainda bem, estava meia desorientada e um pouco insegura naquela zona. Quando cheguei à universidade reencontrei o meu lugar. Gente da minha idade e vestida como eu.

A universidade é Enorme e está mesmo ao lado da mata.
Estava eu a olhar para as árvores altas e verdes quando descobri uma tarântula maior que a minha mão aberta a dois metros de mim.

Tá imenso calor! Tou a suar constantemente e o meu cabelo desapareceu aparecendo no lugar dele uma juba feiosa. Já chuveu duas vezes hoje intensamente mas durante 10 minutos de cada vez.

Vou agora ter com o rapaz de Lisboa, o João, porque ele vai embora já na sexta, tenho que aproveitar e me ambientar!

1º A Viagem

Feita a mala, faltavam as despedidas. Foram quase todas alegres menos uma, mais dolorosa, para a qual tive que ter mais força. *

Adorei as mensagens e chamadas que recebi ontem! Soube mesmo bem. :) Já agora, já tão as fotos do paintball no http://www.checkpaint.com/frames.html. (O Nuno pede desculpa à cláudia por ter estragado sem querer a foto dela.)

No check in tive que tirar umas botas e dois livros da mala pq não podia exceder os 23 kg por mala - embora eu só levasse uma mala e podia levar até duas cada uma com 23 kg.

Pode-se pensar que uma viagem de 8horas seja uma seca, mas nada disso! Não, se se voar pela TAP! É verdade, o senhor Lisbon é que sabe. Temos direito a uma televisão individual com uns 7 filmes à escolha, vi três bem giros; há também 13 canais de rádio com todo o tipo de música; a cadeira inclina-se para trás mas também dá para ajustar maravilhosamente o ar dentro dela! Sentindo-se uma massagem nas costas... A comida é boa e tive a sorte do avião estar completamente vazio!! Só devia estar 1/5 ocupado.

Chegada a Recife fui carregada até ao sítio onde poderia deixar a mala grande para só a reaver em João Pessoa. Mas disseram-me que só a podia despachar 4horas antes do voo. Ora, eu fiquei 8h no aeroporto... Felizmente descobri um belo sofá preto no meio das cadeiras de metal. Dei logo shot, ainda por cima tinha uma ficha atrás mesmo para o meu portatil, mel. Depois de jogar pc, ver fotos, ouvir musica, ler, comer uma sandes do subway, libertei-me da mala grande. Mas já estava tao cansada que voltei para o meu sofá.

Estava meia a dormir quando ouvi "Sê também vai no vôo da meia noite ne?" Eu lá acordei e estivemos a conversar as duas horas que faltavam. O Dimas tem 13 irmãos, é do Recife e vive com a esposa e os 4 filhos no Rio. Mostrou-me os dois albuns de fotos q tinha na mala e apontava dizendo "esse aí é meu, e esse, e esse...". É um homem consciente e acredita no que o avô lhe disse sobre não se bater nas mulheres nem com uma rosa, ao contrário dos seus irmão, que com pena conta beberem e baterem nas mulheres.

Foi uma boa conversa. Chegou a hora. Estava tão morta que adormeci logo e quando o avião aterrou acordei a pensar que ainda estava a descolar.

Vi logo a Vera e o Paulo, eram iguais às fotos. Ela forte e despachada, ele atento e calmo. Ela olhou para mim e não me reconheceu, porque na foto que enviei estava de casaco vestido (estava na holanda) e parecia q era bem mais gordinha.

Cheguei a casa, telefonei aos pais e adormeci logo, com uma ventoinha a apontar pa mim e a janela toda aberta.