A despedida foi perfeita. Foi à minha maneira, calminha, o pessoal conversando e curtindo a música. Fiquei sem palavras, como fico sempre nestas situações. Queria ter dito como foi importante para mim ter-vos conhecido, como encheram a minha vida de alegria estes meses. A caminho do aeroporto inspirei fundo relembrando a força de cada abraço, cada pessoa que abracei com tanto carinho quanto é possível.
Depois imaginei a recepção que me esperava. Sair destes abraços envolventes para logo ser abraçada pela minha família, Filipe e amigas é de um amor tão arrasador que nem parece fazer sentido. É estranho sentir-me tão abraçada e amada.
Despedi-me certa das amizades e amor que tenho por vocês, e cheguei certa da maravilha de carinho e amor que tenho pelos que me esperavam aqui. Mais uma vez, fiquei sem palavras e sem jeito quando vi os balões e as pessoas lindas que me receberam.
Filipe. Como é que ver-te e abraçar-te pode ser ainda melhor do que imaginei!? Como é tão fácil e óbvio receber-nos de volta! Como é que nos encaixamos tão bem? Como és tão bonito! Como te amo tanto.
Pessoal, isto não é uma separação. Sinto que estamos todos juntos. A gente vai-se ver em breve!
domingo, 6 de setembro de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
Férias:
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
A intensidade de vida aqui começa a entrelaçar-se com a expectativa de voltar a Portugal.
Primeiro tive uma fase nostálgica, de saudade prematura e tristeza por ir embora.
Mas agora estou pronta. Gostaria de ter viajado mais agora estes últimos dias, mas não é fácil para a maioria das pessoas e é com elas que quero estar, por isso vou ficar a aproveitar João Pessoa com eles.
Quero sentir o cheiro do calor seco de Lisboa; a luz morna na pele. Quero chegar a casa, ver a minha família, abraçar o Filipe e rir com as meninas. Vai ser um choque grande por causa da nova rotina, da cultura diferente, da construção diferente da cidade, mas principalmente pela grande mudança das pessoas que me cercam. Pensar nisso só me faz sorrir.
Como tenho pessoas boas à minha volta, agora tanto dum lado como do outro do Atlântico!
Primeiro tive uma fase nostálgica, de saudade prematura e tristeza por ir embora.
Mas agora estou pronta. Gostaria de ter viajado mais agora estes últimos dias, mas não é fácil para a maioria das pessoas e é com elas que quero estar, por isso vou ficar a aproveitar João Pessoa com eles.
Quero sentir o cheiro do calor seco de Lisboa; a luz morna na pele. Quero chegar a casa, ver a minha família, abraçar o Filipe e rir com as meninas. Vai ser um choque grande por causa da nova rotina, da cultura diferente, da construção diferente da cidade, mas principalmente pela grande mudança das pessoas que me cercam. Pensar nisso só me faz sorrir.
Como tenho pessoas boas à minha volta, agora tanto dum lado como do outro do Atlântico!
Amigos
Gosto de estar aqui.
(Ellie, Sam, Gúbio, Sophie, Max e Jo)
É bom acordar com um abraço do Irapa ou da Ellie, tomar o pequeno almoço com eles, com a Sophie e o Max, geralmente ao som de uma música latina bem animada, nesta casa linda, grande e cheia de verde. Depois aparecem o Gúbio, o Sam e a Jo, mais tarde a Fe e a Patrícia.
Passeamos todos juntos, vamos à praia, vamos comer sushi, fazemos festas, saímos pro nosso bar tradicional, cozinhamos, conhecemo-nos.
Viver com amigos é mesmo bom.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Soninho
Cada um tem as suas manias. Eu tenho uma muito especial.
Não posso acordar com o despertador e levantar-me logo.
Não dá. Simplesmente não funciono assim! Preciso de uns vinte minutos entre o dormir e o acordar. A minha consciência tem que voltar antes do pé tocar o chão.
Se o meu corpo "acordar" antes da minha mente... Pumbas! Fico zombi o dia todo. É que nem vale a pena contestar.
Demorei milhões de tempo só pra pensar o que é que hei-de pôr na bolsa pra fac. E claro esqueci-me da caneta! ^^
Estava a passar no meu prédio e automaticamente entrei, para só depois me aperceber que era suposto eu ter continuado a rua.
Vim pra faculdade uma hora mais cedo porque troquei as horas!
Sem condições.
Não posso acordar com o despertador e levantar-me logo.
Não dá. Simplesmente não funciono assim! Preciso de uns vinte minutos entre o dormir e o acordar. A minha consciência tem que voltar antes do pé tocar o chão.
Se o meu corpo "acordar" antes da minha mente... Pumbas! Fico zombi o dia todo. É que nem vale a pena contestar.
Aquele tempinho entre de passagem dos sonhos, do inconsciente para a consciência tem que existir. Só consigo acordar com o corpo ainda em repouso, antes de me levantar e começar a fazer as coisas da manhã.
Se não fico nesse meio termo, a deambular, meia acordada, meia a dormir o dia todo.
Demorei milhões de tempo só pra pensar o que é que hei-de pôr na bolsa pra fac. E claro esqueci-me da caneta! ^^
Estava a passar no meu prédio e automaticamente entrei, para só depois me aperceber que era suposto eu ter continuado a rua.
Vim pra faculdade uma hora mais cedo porque troquei as horas!
Sem condições.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
UFPB
Universidade Federal da Paraíba.
Queria deixar umas fotos, embora poucas, da universidade por onde ando todos os dias que tenho aula.

Este é o caminho que faço sempre para ir de uma aula da área de biologia para uma das aulas de psicologia. Ora, não se entende como engordei! Tenho que andar kilómetros! Mas quando o calor nos ensopa de suor ou quando é a chuva que o decide fazer, peço boleia a alguma alma caridosa.
Esta é a biblioteca central, está rodeada por natureza lindíssima - toda a universidade está no meio da reserva de mata atlântica. Mas por dentro a biblioteca é um bocado decadente. Há poucas ventoinhas e muito calor e melgas. Um banheiro assustador e baldes no meio da escada de cimento porque caí água do tecto. Um funcionário lentíssimo onde se demora no mínimo 30 minutos para se conseguir requisitar um livro e um torniquete com outro funcionário cuja função é olhar as malas para ver se ninguém rouba nada.

Não consigo deixar de me fascinar com estas árvores sempre que passo ao lado delas. Olhem só o tamanho! Dá para comparar com a rapariga que está a passar na foto.
Este é o caminho para o CCHLA, onde estão as áreas humanas e de letras. Pelo caminho há sempre gatinhos lindos.
E esta é a famosa Praça da Alegria (tem mesmo o nome escrito na parede, coisa de brasileiros eheh). É aqui que costumo estar. O Fernando está às vezes por aí ora a vender ora nas aulas. Descobri no outro dia um senhor muito simpático que vende pasteis naturais muito bons. Há também essas banquinhas com brincos e tudo o mais. Lá à frente estão penduradas as calças que o Marinho vende. Nunca, em 4 meses, vi alguém comprar, mas ele é fantástico. Todos os dias me diz o que se anda a passar na cidade. Concertos, Festas de rua, festivais de cinema, tudo, de todos os gostos e muitas vezes coisas alternativas e pouco conhecidas! Ainda hoje mal me viu dirigiu-se a mim para dizer que haveria um concerto grátis de guitarra lá no centro.
Gosto desta praça. É aqui que atrofio com a Maíra e a Juliana depois das alucinantes aulas de OP, e onde converso com o Izaías. :)
Mais umas novidades:
Queria deixar umas fotos, embora poucas, da universidade por onde ando todos os dias que tenho aula.
Este é o caminho que faço sempre para ir de uma aula da área de biologia para uma das aulas de psicologia. Ora, não se entende como engordei! Tenho que andar kilómetros! Mas quando o calor nos ensopa de suor ou quando é a chuva que o decide fazer, peço boleia a alguma alma caridosa.
Gosto desta praça. É aqui que atrofio com a Maíra e a Juliana depois das alucinantes aulas de OP, e onde converso com o Izaías. :)
Mais umas novidades:
Fui surfar ontem! Claro que taralhoca como sou não me consegui levantar da prancha em nenhuma das 5 ondas que apanhei. Era tão difícil só ir até lá à frente com a prancha! Bastantes ondas me empurraram de volta, como se não houvesse amanhã. O máximo que consegui surfar foi ficar de joelhos em cima da prancha eheh, mas só ir deitada na espuma da onda já é tão saboroso! Na despedida da aula de surf, na última onda, estava tão concentrada em equilibrar-me e levantar-me que a prancha foi contra a areia e rebolei feita doida com força contra a praia.
Mas no final do dia, senti com prazer um agradável cansaço.
No outro dia também decidi dar uma de desportiva. Foi o seguinte: ia pra casa do Irapa à noite, tinha uma bicicleta e a maré estava baixa. Ora todo o caminho, desde minha casa até lá pode ser feito pela areia molhada! Maravilhoso... a lua a iluminar o branco da espuma, música chill nos fones e aí fui eu! Estou orgulhosa de mim eheh.
Vou agora de novo para lá, mas a bici ficou lá e na verdade a probabilidade de chover é enorme, mesmo que tenha estado um sol abrasador durante o dia - este país nunca se esquece que é tropical. Mas eu gosto mesmo assim.
Ah! O Gúbio ligou agora e vai dar-me uma carona até lá. Yey!
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Os três companheiros
Uma parte muito significativa da minha estadia aqui foi embora esta semana.

Mas sei que vou voltar a Lisboa com dois grandes amigos. Quero continuar a vê-los, quero continuar a partilhar o meu tempo, os meus medos, as minhas rotinas com eles.
É tão estranho voltar da universidade, sair do ônibus e olhar a janela de sua casa... agora vazia. Que bom que era voltar das aulas e refugiar-me neles, contar o meu dia, saber do deles e planear a noite.
Foram a minha casa durante estes meses. Era pra eles que eu me recolhia e era com eles que fazia os planos para cada dia, para cada semana.
Desde o primeiro dia que gostei da boa energia destes meninos e logo que os vi senti-me completamente à vontade e transparente.
Em Pipa aliámo-nos ao dormir todos juntos no carro.
Sem saber o que esperar, fomos vivendo de acordo com algumas coisas q teríamos de fazer por aqui. É a Bárbara que tem o papel mas nós confirmámos que realizámos quase tudo o que nos dispusemos a fazer! Além dessa lista, havia apenas a frase "Já fizes-te amigos Margarida?" - que também se realizou.

Passeei bastante com eles pelo Brasil...
ri-me desalmadamente cada vez que o Pedro dizia expressões ou piadas palermas;
diverti-me com as mudanças de humor da Bárbara;
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dancei feliz forró com o Pedro e samba com a Bá;
bebi, ri e chatei-os bastante nalgumas noites;
fiz fielmente parte da dupla de lontrinhas

corri para lhes contar tudo sobre mim, o que se passava, quais os meus problemas e histórias novas;
tive uma conversa óptima com ele, logo no início, numa emocionante festa de trance;
recebi boas massagens nos pés;
acordei no quarto dos portugueses bastante baralhada depois duma daquelas noites, sempre com eles ao meu lado;
adorei o estilo da Bá e de ir às compras com ela;
partilhei uma noite a rede com o Pedro, nem sabemos bem como;
escutei com interesse os pensamentos sobre espiritualidade que o Pedro foi tendo ao longo do tempo;
A cima de tudo foi maravilhosamente fácil viver com eles. Sem stresses, num ambiente muito agradável e de confiança. :)
Mas sei que vou voltar a Lisboa com dois grandes amigos. Quero continuar a vê-los, quero continuar a partilhar o meu tempo, os meus medos, as minhas rotinas com eles.
É tão estranho voltar da universidade, sair do ônibus e olhar a janela de sua casa... agora vazia. Que bom que era voltar das aulas e refugiar-me neles, contar o meu dia, saber do deles e planear a noite.
Foram a minha casa durante estes meses. Era pra eles que eu me recolhia e era com eles que fazia os planos para cada dia, para cada semana.
Desde o primeiro dia que gostei da boa energia destes meninos e logo que os vi senti-me completamente à vontade e transparente.
Sem saber o que esperar, fomos vivendo de acordo com algumas coisas q teríamos de fazer por aqui. É a Bárbara que tem o papel mas nós confirmámos que realizámos quase tudo o que nos dispusemos a fazer! Além dessa lista, havia apenas a frase "Já fizes-te amigos Margarida?" - que também se realizou.
Passeei bastante com eles pelo Brasil...
ri-me desalmadamente cada vez que o Pedro dizia expressões ou piadas palermas;
diverti-me com as mudanças de humor da Bárbara;
dancei feliz forró com o Pedro e samba com a Bá;
bebi, ri e chatei-os bastante nalgumas noites;
fiz fielmente parte da dupla de lontrinhas
corri para lhes contar tudo sobre mim, o que se passava, quais os meus problemas e histórias novas;
tive uma conversa óptima com ele, logo no início, numa emocionante festa de trance;
acordei no quarto dos portugueses bastante baralhada depois duma daquelas noites, sempre com eles ao meu lado;
adorei o estilo da Bá e de ir às compras com ela;tive sensações muito dificeis e estranhas com a Bá ao meu lado no couqueirinho, e outras super divertidas com uns biscoitinhos, rindo com ela sem parar;
confiei completamente neles;
partilhei a minha intimidade com a Bárbara e ela partilhou as histórias dela comigo;
Sabemos que tivemos uma vida mesmo boa aqui e não a guardámos para cada um, partilhámo-la com quem estava ao nosso lado...
...E que bem que ficámos ao lado uns dos outros!
Até já meus queridos. :) *
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