quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Se fosses tu?

A minha ideia era ocupar-me o máximo que pudesse para me distrair.
Distrair de quê? Da falta de amigas e das dificuldades que estava a suportar na minha relação com o Filipe, que foram muitas, tive muito medo e tristeza.

Resultado: Habituei-me e fui suportando, contei com a Cláudia e o Luís, distraí-me muito bem com o novo trabalho, concentrei-me em trabalhos de grupo para a faculdade, ...e mais importante que tudo...Voltei a apaixonar-me...! É impressionante quão maravilhoso e fácil é gostar do Filipe.

Novo problema.
Vou para o Brasil. Vou para o Brasil 6 meses. Vou ficar 6 meses sem sequer poder olhar directamente o Filipe...
Ainda se pôs a hipótese de desistirmos da nossa relação, porque estava demasiado sensível e perdida para ainda haver um grande e difícil esforço para recuperar algo que vai acabar de qualquer forma daqui a uns mesinhos.
...Claro que quem nos conhece sabe que nunca iriamos desistir agora...

Bom, mas este post tem mais um objectivo do que ser fatalista.
Primeiro quero dizer-vos que estou indecisa entre deixar ou não o trabalho. Ocupa-me muito tempo, tempo esse que podia estar a aproveitar com o Filipe em vez de me distrair do medo que tenho que esta relação acabe e do ir sozinha para longe.
Espero que eu e o Filipe já estejemos suficientemente próximos para não me sentir desamparada com esse medo.

Segundo quero opiniões:
Como fariam? São mesmo 6 meses sem nos vermos, não há cá saltinhos todos os meses para dar um olá à família e ao namorado.
- Podemos continuar pela net, vermo-nos, escrevermo-nos, telefonarmo-nos...
- Custou-me muito quando ele esteve em Barcelona e não quero voltar a sentir isso, nem quero que o Filipe sinta isso. (Embora saiba que vai custar imEnso mesmo que acabe a relação...mas é duma forma mais construtiva acho eu, não é um sofrimento alargado.)
- Sei que vou voltar muito, muito diferente e ele também o vai estar. Porque primeiro já nem nos reconhecemos a nós próprios sem o outro e segundo vamos passar por experiências muito marcantes e que nos vão mudar muito.

Obrigada :) Gosto de vocês.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Resumo da minha Vidinha

Muito bem, o último mês foi qualquer coisa deste género:
  • Comecei a formação para ser empregada de mesa num novo restaurante mexicano-texano, em Telheiras;
  • As meninas foram TODAS embora. Até a Cláudia durante um mês. (O que não foi muito simpático :P porque precisei imenso delas.)
  • Tive milhões de complicações, conversas e mágoas com o menino Filipe.
  • Comecei as aulas, e já tenho mil trabalhos pra fazer.
  • As coisas com o Filipe foram melhorando aos poucos e...
  • Começámos a Namorar. (que, pra quem não sabe, é algo novo e estranho para mim)
  • A minha mãe fez 50 anos e fizemos-lhe a festa da vida.
  • A minha prima do Norte veio estudar para Lisboa e está em nossa casa.
  • Comecei a trabalhar a sério e não imaginam, é BUÉ díficil decorar os pedidos todos das pessoas, as horas a q se pediu e as horas a q já devem estar na mesa, as bebidas que há, a descrição de cada prato... Não parece, mas eu não parei em 5 horas seguidas.

Daqui para a frente quero, por favor, divertir-me e relaxar muito mais!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A Mulher

A mulher é terrível...
queixa-se a toda a hora,
tem manias,
tem menstruação!


A mulher é manipuladora,
é mesquinha,
suga tudo e todos,
é irritante e irrita-se com tudo.



Mas mesmo assim, a mulher é impressionante.

Nunca desiste de quem sabe ser o amor da sua vida.

Não se afasta do que quer, por mais que doa.

Apoia até se esgotar todo o carinho dentro do seu coração.

Entrega-se de corpo e alma
mesmo que a pessoa que ama tenha medo de entregar uma mão sequer.

Ama todos os momentos.

A mulher ama sempre.

Gosto de ser mulher... mas ser mulher cansa tanto.

sábado, 2 de agosto de 2008

Ser um Verdadeiro Viajante

"Viajo sem pesos afectivos, sem pulsações em sentido inverso ao sentido da marcha, nenhuma prisão emocional a puxar-me para trás, toda a concentração orientada para esta voracidade de querer e poder agarrar a vida tal como ela se me puser a frente. E, paradoxalmente, viajo por todo este turbilhão de sentimentos e eventos com uma serenidade que também nunca tinha sentido antes. Como se pudesse ter quase tudo, e me sentisse satisfeito, realizado, com quase nada."
Gonçalo Cadilhe, Planisfério Pessoal

Descobri que é bem difícil manter a gratidão, a curiosidade, o sentido durante a viagem. Descobri também que, ao contrário do que imaginava, não basta viajar para ser um Viajante.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

terça-feira, 24 de junho de 2008

Se alguém tivesse tirado uma foto...



Para gravar aquele sorriso descontrolado e expectante de boas vindas...

... ou o beijo de luz do sol na pele nua e feliz

... fotografar os dois recostados um no outro, descalços num terraço alcançado, a ter uma conversa de melhores amigos...

...ou o orgulho radiante nos olhos dela ao ve-lo trabalhar...

... a confiança das gargalhadas!

... filmar o empenho de carinho em festinhas...

... filmar a menina de saia sentada na bicicleta do rapaz, quando este a conduz ao deslizar pelas ruas de Barcelona... numa manhã tão bonita...

... fotografar os olhos fechados por causa do toque da luz da manhã e do feeling, quando sente o rosto no rosto nessa viagem de amor...


"A certeza de que nada mais terá o mesmo sabor." *

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Mimada

Sou curiosa. Gosto de me meter. Gosto de conhecer. Gosto de me mostrar.

Sou estupidamente exigente. Sou absurdamente indecisa. São muito raras as pessoas a quem continuo a dar-me como parecia que queria no início.
Desinteresso-me. Ou então interesso-me, mas não era bem assim que queria. Não invisto.
Arranjo qualquer desculpa para não me dar mais, mesmo que me apeteça conhecer melhor determinada pessoa.

Este falso desapego aliado à típica atitude de "deixa andar sem investir grande coisa" leva-me a uma grande conclusão.

Sou a pessoa mais convencida, mimada e egocêntrica que conheço.

Estou habituadíssima a ter pessoas fantásticas à minha volta que ainda por cima (por qualquer razão) gostam de mim!
Como se já não tivesse espaço para me dar a mais...Ridículo, se assim fosse não devia continuar esta vontade de conhecer mais esta ou aquela pessoa. (Certo?)

Esta atitude de não definir aquilo que quero das pessoas, de desistir à toa quando devia investir, de me contentar com ser "apreciada", é a característica mais impregnada em mim e que combato há mais tempo.

Tenho que investir mais, deixar de ser parva e preguiçosa!

P.S. Obrigada a vocês que me fazem ser mais exigente por vos ter conhecido, por participarem na minha vida, "obrigada" por me terem feito uma pessoa mimada.