sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A Mulher

A mulher é terrível...
queixa-se a toda a hora,
tem manias,
tem menstruação!


A mulher é manipuladora,
é mesquinha,
suga tudo e todos,
é irritante e irrita-se com tudo.



Mas mesmo assim, a mulher é impressionante.

Nunca desiste de quem sabe ser o amor da sua vida.

Não se afasta do que quer, por mais que doa.

Apoia até se esgotar todo o carinho dentro do seu coração.

Entrega-se de corpo e alma
mesmo que a pessoa que ama tenha medo de entregar uma mão sequer.

Ama todos os momentos.

A mulher ama sempre.

Gosto de ser mulher... mas ser mulher cansa tanto.

sábado, 2 de agosto de 2008

Ser um Verdadeiro Viajante

"Viajo sem pesos afectivos, sem pulsações em sentido inverso ao sentido da marcha, nenhuma prisão emocional a puxar-me para trás, toda a concentração orientada para esta voracidade de querer e poder agarrar a vida tal como ela se me puser a frente. E, paradoxalmente, viajo por todo este turbilhão de sentimentos e eventos com uma serenidade que também nunca tinha sentido antes. Como se pudesse ter quase tudo, e me sentisse satisfeito, realizado, com quase nada."
Gonçalo Cadilhe, Planisfério Pessoal

Descobri que é bem difícil manter a gratidão, a curiosidade, o sentido durante a viagem. Descobri também que, ao contrário do que imaginava, não basta viajar para ser um Viajante.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

terça-feira, 24 de junho de 2008

Se alguém tivesse tirado uma foto...



Para gravar aquele sorriso descontrolado e expectante de boas vindas...

... ou o beijo de luz do sol na pele nua e feliz

... fotografar os dois recostados um no outro, descalços num terraço alcançado, a ter uma conversa de melhores amigos...

...ou o orgulho radiante nos olhos dela ao ve-lo trabalhar...

... a confiança das gargalhadas!

... filmar o empenho de carinho em festinhas...

... filmar a menina de saia sentada na bicicleta do rapaz, quando este a conduz ao deslizar pelas ruas de Barcelona... numa manhã tão bonita...

... fotografar os olhos fechados por causa do toque da luz da manhã e do feeling, quando sente o rosto no rosto nessa viagem de amor...


"A certeza de que nada mais terá o mesmo sabor." *

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Mimada

Sou curiosa. Gosto de me meter. Gosto de conhecer. Gosto de me mostrar.

Sou estupidamente exigente. Sou absurdamente indecisa. São muito raras as pessoas a quem continuo a dar-me como parecia que queria no início.
Desinteresso-me. Ou então interesso-me, mas não era bem assim que queria. Não invisto.
Arranjo qualquer desculpa para não me dar mais, mesmo que me apeteça conhecer melhor determinada pessoa.

Este falso desapego aliado à típica atitude de "deixa andar sem investir grande coisa" leva-me a uma grande conclusão.

Sou a pessoa mais convencida, mimada e egocêntrica que conheço.

Estou habituadíssima a ter pessoas fantásticas à minha volta que ainda por cima (por qualquer razão) gostam de mim!
Como se já não tivesse espaço para me dar a mais...Ridículo, se assim fosse não devia continuar esta vontade de conhecer mais esta ou aquela pessoa. (Certo?)

Esta atitude de não definir aquilo que quero das pessoas, de desistir à toa quando devia investir, de me contentar com ser "apreciada", é a característica mais impregnada em mim e que combato há mais tempo.

Tenho que investir mais, deixar de ser parva e preguiçosa!

P.S. Obrigada a vocês que me fazem ser mais exigente por vos ter conhecido, por participarem na minha vida, "obrigada" por me terem feito uma pessoa mimada.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Os Meus Apontamentos

Estou eu a ler a interessante e esquisita aula de psicofisiologia...
"Barrei o pão com hipóteses ao pequeno-almoço." - provoca uma onda N400 no EEG por se tratar de um estímulo inesperado.

Se é que não quando...
Excitação do N400 láláláaa enquanto que o P300 (...)
Penso: Ah não faz mal depois procuro nos slides da prof essa palavra.

Até que me deparo com a seguinte frase:
busibusibusipudim pudim pudim pudimpudim. Pudim, pudim flan!

Ou com a seguinte frase a ocupar quase metade pa página:
A PROF DISSE NICLES BATATÓIDES!!!

É aí que não resisto e estudo o mais depressa possível para chegar às próximas parvoíces, quem sabe conversas interessantes??

Vejam lá se não tenho um óptimo método de estudo! :D

P.S. Obrigada colegas aplicadas que não andam por aí a brincar e tiram apontamentos sérios.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Estás comigo?

O Sentimento constante: uma brisa de insegurança com um toque de impaciência e ambição.

O Pensamento constante: E agora? Que há mais pra fazer? A quem falar, o que combinar? Falta alguma coisa. Falta sempre.

É isto que sinto ao tentar manter a minha vida como se ele aqui estivesse. Ao manter a rotina, a cumplicidade, o valor e significado de tudo. Porque quando se tem uma ligação destas, tudo o que fazes, és ou crias envolve o outro.

Mas ao longo do tempo a vida quer mudar, quer adaptar-se à nova situação, fazer novas rotinas. Sabe que é amada e ama, por isso não deveria haver problema em mudar, fazer coisas pra compensar a energia que não é partilhada.

É aí que surge a insegurança. Será que se me adaptar completamente, me esqueço dele? Não precisarei mais dele quando ele voltar?
É que no fundo ele pode aproveitar e abusar (porque é para isso que serve o erasmus), que depois sabe que volta para mim, um bocadinho diferente sim, mas igualmente segura em nós.
Mas eu estou no mesmo sítio. No mesmo bairro, no mesmo grupo de amigos, na mesma rotina.
Será que posso vir a deixar de precisar dele? (Vendo bem há tanta gente bem sem namorado.)

Claro que depois de traduzir em palavras o que ando a sentir nestes meses parece absurdo.
Rio-me de mim própria, é óbvio que o quero quando ele voltar! Penso "Bom, vamos acabar com esta parvoíce, respirar fundo, e vá." E então: um bloqueio. Mal desvio o olhar do amor dentro de mim para o que está à minha volta sinto-me outra vez sozinha.
É irracional.

Não sei como hei-de estar aqui contigo sem ti.

Poderia arriscar. Arrisquei e perdi antes de mudar o que quer que fosse.

Agora prefiro estar neste meio-termo, manter-me para ti, desgastar-me um bocadinho, ser menos do que poderia ser...
Porque sei que vou gostar muito mais do que sou quando estiver contigo!

Até já.