Apercebi-me de que posso ser e querer o que eu quiser. Acho que a maioria das pessoas não tem esta noção. Vemo-nos duma maneira e congelamos essa ideia que temos de nós mesmos. Vamos adaptando essa imagem com o espelho dos que nos estão proximos dão. Mas a qualquer altura da nossa vida podemos dizer "Quero ser mais exigente", "Quero ser mais organizada","Quero ser mais agradável", etc, a não ser que não tenhamos estômago para tal mudança. Somos muito flexíveis e construímo-nos constantemente.
Mas se nos construímos, vamos mudando também o nosso gosto, o nosso desejo, sonho. O que é óptimo, crescemos. Mas aí entra a minha questão viciada.
Três coisas que se vão ligar:
1º O meu desejo, aquilo que eu quero, depende de quem eu sou; portanto nesta linha, quem eu sou define aquilo que eu quero, aquilo que eu vou seguir e ter como objectivo na vida.
2º Quem eu sou está em constante movimento, sempre a desenvolver-se e a criar um novo eu.
3º Aquilo que eu procuro agora é o que eu vou seguir e portanto é aquilo que me vai construir. Quero seguir psicologia, porque quero ser psicóloga (por exemplo). Tenho objectivos na vida para me realizar neles para os integrar na minha pessoa e assim sou diferente do que era antes de os realizar.
Então aqui surge o atrofio:
Aquilo que eu procuro é aquilo que me faz e o que eu sou é o que define a minha busca na minha vida!Por isso, ando ultimamente sempre no mesmo círculo. Sei o que é que gosto, mas será que é suficiente? Será que é o que me ajudará a crescer no sentido que eu gostava? Além de que estamos muito limitados ao que nos rodeia. O que quer dizer que vamos gostar do que temos e o que temos vai-nos fazer o que já conhecemos.
Seria tão mais fácil ter um destino pré-determinado. Ter sinais à nossa volta a dizer "estás no bom caminho, minha filha.." :P
Mas não. Temos que arriscar e entregar-nos ao que temos. Não há outra hipótese senão viver a vida, escolher de entre tudo no mundo esta ou aquela maneira de viver. Não vou ter nunca a certeza de esta escolha ser melhor ou pior, mas tem que ser. Se continuar a questionar-me sobre o que será o melhor para mim, vou me aperceber que para saber quem é esse eu que procura realizar-se tenho que saber como é construído, ora é construído pela sua própria vivência, pelas suas escolhas na maneira de viver! É um ciclo do qual não dá pra sair.
Vou então fazendo pequenas escolhas no dia a dia.
Pois é, parece que o objectivo da vida é mesmo vivê-la :)