segunda-feira, 16 de março de 2009

Coragem para acabar



Tenho compreendido a importância da coragem de nos mantermos ao lado de alguém durante muito tempo. A paciência, a compreensão, a espera, a valorização do que se consegue com o tempo têm sido as características que mais crescem em mim nos últimos meses.

É preciso ter coragem para o compromisso, para a entrega no outro. Custa muito por vezes. Mas falo-ei sempre que sentir que faz sentido.
Agora descobri uma nova coragem que devo ter. A coragem de deixar alguém.

Sei que, como gostamos tanto um do outro conseguiríamos continuar mesmo à distância. Porque gostamos um do outro e porque somos bons nisto da relação. Sei que me consigo entregar a ele. Já nos conhecemos. O à-vontade é tão grande que há espaço para tudo! O carinho e a confiança já fazem parte da rotina e do hábito da vida conjunta.

Mas por isso mesmo é que temos de ter coragem para acabar. Não podemos deixar essa responsabilidade à distância. Porque ela não é tão forte que consiga destruir esta ligação.

Há que ter cabeça fria mesmo quando as lágrimas caiem.
Mesmo que seja preciso voltar a relembrar o porquê de irmos acabar! Porque são razões válidas.
Porque é o que sentimos como mais verdadeiro. Como certo? Não dá para saber o que será o mais certo. Temos que olhar para dentro e escolher o que sentimos que vai ser o nosso futuro.
Uma relação não pode estagnar. Tem de crescer. Sempre. A confiança só pode aumentar.
Quando sabemos que isso não vai acontecer, sabemos que a relação tem de acabar. Por mais carinho e amor que haja.
Quero estar nesta relação até ao fim.
Não vou ficar de braços cruzados a vê-la acabar.

Mas vai correr bem menino. Somos fortes. :)
Vai-nos fazer bem. *

Posso acabar com um "quem sabe no futuro..." mas o importante é o agora. Agora gosto imenso de ti e de nós. E sabemos que isto é o melhor para nós. Não quero que me esqueças e quero participar na tua vida. Sei que não vai ser assim no princípio, mas depois talvez dê.


É preciso ser forte para largar quem amo.

terça-feira, 3 de março de 2009

Queda!

Ando com um estado de espírito que não gosto. Não tenho nada pra fazer nem alguém com quem o fazer. Finalmente está tempo para ir passear mas o pessoal não tem muito tempo livre. Além disso estou com bastante, hm, miaufa de estar cada vez mais próximo o dia da partida.

Resultado: Não me sinto muito bem. Estou aborrecida e preocupadinha ao mesmo tempo.
Então, como solução a este estado idiota, decidi acordar pa vida e fazer cenas. Empenhar-me nas pequenas coisas que preciso de fazer.
Peguei na bicicleta para ir ao carrefur continente arranjar uma cena na minha mochila, quando a bicicleta começa a agir estranhamente e o volante descontrola-se completamente. Sem volante espanhei-me na rua dos correios e com sorte ainda consegui partir o retrovisor dum taxista. Além de ter partido a bicicleta claro.

Ora, é assim o destino. Decidimos fazer alguma coisa por nós, empenhar-nos, ficar atentos e mais bem-dispostos e Pumbas! O destino diz: FICA BEM! :/

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

"Finally some girl's time!"

Vim agora de 10 dias de viagem pelas vidas erasmus em Itália e na Holanda. Gostei imenso.

Tinha um bocadinho de medo em relação ao grupinho de meninas, mas agora estou muito mais confiante.

Sei que não as vou ver enquanto estiver no Brasil, mas estou a descobrir que a net é uma coisa fabulosa. O nosso blog de meninas é como estar sentada num café de telheiras com elas! :) As histórias, os sentimentos, as piadas e a confiança.




Diverti-me imenso em Bolonha e gostei de conhecer os amigos da Marta :) Já tinha saudades das duas meninas e tenho pena de não ter visto a Inês! A viagem custou o dobro do preço inesperadamente: paguei uma múlta as 7horas da manhã no bus para a estação de comboios em Bolonha, mas recebi umas cervejinhas da Marta para compensar.



Na Holanda:

- Conheci os amigos da Teresa, de quem fiquei com óptima impressão. Principalmente do Esteves, é super querido. Adoro vê-lo com a T.
- Descobri que não se faz reciclagem para grande surpresa minha;
- Não gostei do frio e chuva - mas adorei as festas cosy em casa uns dos outros e o chocolate quente;
- Já percebi porque é que as pessoas são tão altas: a feiticeira Breda transformou todas as pessoas baixinhas em cabras e ovelhas, é um escândalo!
- Não percebo porque raio, nas estações, as máquinas só aceitam cartão ou moedas, ora que estupidez, tive que trocar 10 euros em moedas de 50cent para comprar um bilhete...obviamente perdi o comboio. :P mas apanhei o avião, que é o que interessa.
- Descobri uma cerveja que gosto =) Krik, com cereja.
- Os holandeses são malucos por batatas fritas.

Gostei de Amesterdão, embora a inclinação das casas seja um pouco desconfortante. Não tenho mais a dizer a não ser: wokwokwokwokwok. Agora a sério, acho que foi importante para mim, ter entrado na casa onde a família de Anne Frank se escondeu durante a guerra. "É preciso conhecer o passado para construir o futuro" - do pai de Anne. Gostei de conhecer um pouco sobre Van Gogh e de deambular sozinha pela cidade.







Gostei imenso de andar de comboio, de fazer este mini-interrail. Tinha saudades. Embora tenha ficado com um problema maníaco com os relógios, mas não interessa aqui.

Vi o Benoit! E no dia de anos dele! :) Já não o via há 6 meses, o tempo passa a correr.



Conheci Milão através duma visita muito fast com o Manel e fui sair, disfarçada de erasmus para uma discoteca com jantar grátis.

Gosto muito das minhas meninas. De ouvir as vossas histórias, de estar com vocês, de me divertir tanto. :) *

Ps: A Teresa devia ganhar um ponto pela sua dedicação de fritar batatas.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Nunca sabemos o futuro

Não faz sentido... Não faz sentido afastar assim o amor da minha vida. Deixá-lo por algo que nem conheço ou prevejo.

Gostava de dizer que algo em mim me diz para o fazer (tipo intuição), mas não é nada disso.

É so racional: Penso como me dizem que será uma experiência de vida, algo espectacular, que deveria fazer..uma oportunidade única...que compensará o facto de estar longe dele...

Mas o emocional não pára de me magoar... Ele é a minha base. e há um pânico terrível ao ver a hipótese (bem real) de fim de namoro...ver-me lá sozinha..e pior...ver-me cá ao lado dele, sem o sentir, sem o conhecer, sem estar ligada a ele cm estou agora. É das maiores desilusões q já senti, o estar ao lado de alguem que já nos foi tanto e q nesse momento já não nos diz nada...não faz sentido... Não tem de acontecer, mas o ir para o brasil durante 5 meses é um preditor bem lixado de contornar.

E comeq é possível acreditar nesta treta, acreditar que algo que não sei o que é, é melhor que o amor da minha vida (compensa a possibilidade do fim do namoro)?!!?


E a resposta surge... Porque também não sei o que será "o amor da minha vida" amanhã...

Merda de impotência em relação ao futuro.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Hoje

Acordei com o despertador. Eram 10h, mas não foram o suficiente para o meu corpo recuperar(durido que estava da dança). Depois dum esperguiçar, dum dorminhar e dum voltar a enroscar, toca a campaínha. "Sim, sim! Sei que faz bem acordar e ganhar energia..mas estava taao bem!"... 10minutos e estamos no carro para um sítio surpresa. Quando lá cheguei, mesmo com o peso do sono ainda nas pálpebras, já sentia o sorriso que o Filipe cria em mim só por existir ao meu lado. Depois de fugir ao segurança e de pequenas chatices sobre o pagamento ou não do parque lá entramos. É bonito o jardim do museu do traje e sabe bem respirar e conversar por lá. De volta a "casa", fiz a minha missão do dia (literalmente e orgulhosamente): ensinei ao Filipe o truque certeiro para parar os soluços! Carrefur (agora continente), boxers, papel reciclado e bolachas. (Gosto de conduzir. Adoro o meu carro.Tenho mesmo pena que alguém o vá "abater".) Almocinho e palhaçadas típicas e que nunca me deixaram de fazer rir, faculdade e aulinha. Fiz os meus dois deveres antes da aula. Não sei como é com o resto do mundo, mas eu planeio muito todo o meu dia, faço anotações (geralmente na agenda) sobre o que quero fazer e são coisas como "ver do visto pró Brasil","estudar TPS","comprar pen"... Coisas úteis e que me orientam no dia a dia. (Orientam mesmo, se não tiver estes pequenos objectivozinhos para cada dia, perco-me.) Fiz então o que tinha pensado, fui à aula e correu muito bem, tirei imensos apontamentos e percebi tudo. A electricidade faltou e o professor continuou a aula às escuras (no anfiteatro) o que teve muita piada. No final da aula soube que as outras faculdades fecharam, mas a nossa continuou com o bar cheio de gente a lanchar iluminados pelas luzes de emergência como se nada fosse perturbar as suas rotinas engraçadas. Boleia do Filili ás meninas do trabalho de grupo. Trabalho de grupo feito numa hora cá em casa. Gostaram do meu gato :) é sempre motivo de orgulho. Peguei no calhambeque e levei camisas à lavandaria e fui pagar as aulas de dança na horta nova. Até deve ter a sua piada ver alguém a puxar com imensa força a porta amolgada do carro, desistir e entrar pela porta do outro lado para ir por dentro para o lugar do condutor. Casa do namorado e ficar por lá até as 8 e pouco a ler, namorar e relaxar...como se na nossa própria casa fosse. Passagem rápida e vi caras amigas. Jantar com a família, uma sopinha boa. Ver os contemporâneos com as gargalhadas dos pais no sofá sabe bem.

Depois do jantar reparei no sentimento inerente a toda a experiência do dia: sentir que tudo teve a mesma importância, que o tempo passa muito rápido e que é tudo rotina.
Mas, mas...quem é que acorda com o pequeno-almoço em punho e um jardim maravilhoso para respirar e passear ao lado do nosso companheiro de vida? Quem é que se pode gabar de comer algo delicioso feito por si mesmo? Quem é que não acha extraordinário que uma aula prossiga durante uma hora inteira só com a luz dos sinais de saída de emergência a iluminar parcialmente o professor?? Quem é que contém o riso ao conduzir (ou tentar conduzir) um carro com 20 anos? Quão abraçador não são os momentos de riso com o namorado e a família?

:) Vale a pena relembrar-me de que tenho esta "rotina"só porque me faz bem.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O que aprendes é-te realmente novo?

Quando aprendem alguma coisa, ou seja quando adquirem um novo conhecimento conseguem distinguir se sabem isso, de se só vos faz sentido?
Vou explicar.
Temos uma estrutura cognitiva que integra um conhecimento.
Quando percepcionamos (tomamos conhecimento de) algo novo, acham que esse algo é posto dentro da estrutura cognitiva (tipo abrir uma caixa e pôr a informação lá dentro tipo memória), ou será que a informação ao ser integrada provoca uma reestruturação da cognição?
Penso que é a segunda, porque pelo menos eu, tenho imensa dificuldade em distinguir o que sei, do que compreendo. E todos sabemos na percepção do novo, usamos como base aquilo que já tivemos conhecimento, como se o já adquirido conhecimento se transformasse na maneira como vemos o novo. Certo?

Antes de continuar, só uma coisa. Para que serve o conhecimento? Serve para nos adaptarmos ao meio ambiente. Percepcionamos algo do ambiente ao integrá-lo em nós para desenvolvermos ou activarmos os mecanismos mais adquados para lidar com essa informação. Mecanismos esses que são a estrutura cognitiva que origina todo o nosso comportamento.
Então resumindo o conhecimento percepcionado serve para uma melhor adaptação ao ambiente.

Voltando à diferença entre saber e perceber, concluo que esta separação não existe, uma vez que o saber incorpora necessariamente o perceber (de percepcionar). Assim, só posso conhecer algo novo quando o percebo, ou seja quando possuo mecanismos que me permitem percepcionar/integrar e reestruturar a minha cognição com a nova informação.
Existindo apenas o fazer sentido e não o saber!

Ou seja, tudo o que eu aprenda já sei. Porque tenho a potencialidade de o aprender, de o integrar no meu mundo. E o inverso também se verifica: não podemos percepcionar algo para o qual não tenhamos potencialidades de integrar...
Isto torna a busca pela verdade uma coisa completamente redutora! Porque temos um limite de percepção, que não só não nos deixa conceber/perceber uma verdade para a qual não tenhamos estruturas para integrar e, mais extraordinário, TUDO o que percepcionamos é verdade! Porque existe, na medida em que é possível de integrar na nossa percepção e como tal, na nossa vida!

Mas também pode ser que ao ganhar conhecimento se ganhe novas estruturas de conhecimento (embora ache que isso só acontece com milhões de anos).
E será que podemos inverter o processo? (Algo do ambiente é percepcionado e tomado como base para uma adaptação a esse ambiente.) Poderiamos percepcionar o nosso pensamento e adaptar-nos a ele e posteriormente o ambiente era alterado adaptando-se ele a nós...parece esotérico, mas não o fazemos já?

PS: Sei que este post é diferente, mas pôr-me a pensar assim é comun na minha vida. :)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

E num abraço bonito... ele disse:

"É bom ter-te de volta."

*