A brisa, outrora refrescante, abraça-me num arrepio cada vez que passa. Mas ali me fico. O que vejo não pode ser abandonado. Nada faço. A minha reacção é pura quietude e olhar penetrante. Tão perplexa estou que nem me lembro de ficar assustada ou receosa pelo meu próprio corpo, que quebra o movimento cíclico de corpos e carros que atravessam a estrada. No exterior da carrinha podem ler-se frases cativantes, logótipos de marcas familiares. Mas o interior…
Ninguém espreita, ninguém sente necessidade disso. Homens entram e saem da carrinha carregados. Vestidos com batas brancas de acordo com a sua profissão. Tão funcional e normal como as outras. Na minha quietude atónica deixo correr o pensamento sinistro de que as batas são uma protecção da roupa contra o sangue que pode sujar a roupa. “Mas sim, porque o facto de se ficar sujo sobrepõe-se ao facto de a sujidade ser sangue.” – penso na hipocrisia.
Não fico mais ali. Saio de repente do turbilhão de emoções que há tanto espera para se mostrar em indignação e calo-o uma vez mais. Esta não é a minha luta. Não assim. Viro costas às carnes penduradas e caminho para onde me esforço a recordar que ia.
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sábado, 4 de fevereiro de 2012
Quero escrever um livro
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Como estudar :)
1. Numa mesa onde possa espalhar os artigos, apontamentos, livros e claro o pc mesmo no meio.
2. Com roupa mega confortável e larga para não me lembrar para onde vão parar as bolachas que não paro de trincar.
3. Manter a concentração. Costuma ser com o café e música elecrto!
4. Não vir a toda a hora à net distrair-me :D - Difícil. Muito difícil.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Sê livre, sê feliz!
Liberdade é trabalhar naquilo que gostas.
Sê livre!
Mas não te esqueças de ser feliz!
Felicidade é adorar o trabalho que fazes.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
É urgente aceitar a morte.
É urgente aceitar a morte.
Passando rapidamente pelo primeiro impacto desta frase, salto o afastamento que ela me cria para conseguir olhá-la de outra forma.
É urgente aceitar a morte, mas não porque faça sentido, porque não faz.
Não queremos, nem agora nem nunca, morrer. Nunca lhe vou conceder consentimento.
Não é isso.
É urgente aceitar a morte porque ela existe.
E mais do que existir em mim, existe nos que amo. É-me urgente aceitar que ela existe em quem eu amo.
A razão para esta urgência é simples. Tenho que aceitar a morte para aceitar a própria vida.
Se não aceitar a morte de quem ainda vive, estarei a limitar o amor que lhe posso dar por estar constantemente envolta em preocupação com o futuro.
Se a ignorar, quando aquele que amo morre, vai-me ser impossível aceitar a vida que ele teve.
Ele viveu. Nada pode tirar isso.
Ela vive. Nada pode tirar isso. Pode terminar a vida, mas não pode apagá-la. Terminar implica que há algo, e é algo espectacular que nunca será apagado.
Venha a morte, mas ela que saiba que não vai apagar vida alguma.
quarta-feira, 31 de março de 2010
punho partido
Porque é que é chato não mexer o pulso esquerdo?
Não posso andar de bicicleta, segurar o que quer que seja com as duas mãos, conzudir, nem molhar o gesso...
Mas há coisas que nunca ninguém pensa. Como:
Onde deitar o champô para ter noção da quantidade que depois ponho no cabelo?
De vez em quando tenho caibrãs horríveis neste músculo cuja existência me era desconhecida.
Não dá para roer as unhas,
é preciso ter cuidado quando me quiser espreguiçar,
é difícil escrever o @!!
Não vou poder apanhar o cabelo por 4 semanas!
Só posso vestir roupa cuja manga passe pelo gesso, só roupa larga portanto.
Ah, e é estranhíssimo coçar o olho esquerdo com a mão direita!!
sábado, 23 de janeiro de 2010
sábado, 5 de dezembro de 2009
Estou candadinha...
Ando sempre dum lado para o outro, durmo pouco, estou sempre ocupada.
Mas sinto-me bem. Sinto-me produtiva e motivada. É a mesma sensação que se sente depois de fazer um desporto que gostamos. Sentimos o corpo cansado, mas não dum modo irritante ou com impaciência. Sentimo-nos satisfeitos, cumprimos aquilo que queríamos e com sucesso.
Mesmo que a pausa de gratificação não dure mais de cinco minutos num dia inteiro, ilumina-me o resto das horas do dia.
Ando sempre dum lado para o outro, durmo pouco, estou sempre ocupada.
Mas sinto-me bem. Sinto-me produtiva e motivada. É a mesma sensação que se sente depois de fazer um desporto que gostamos. Sentimos o corpo cansado, mas não dum modo irritante ou com impaciência. Sentimo-nos satisfeitos, cumprimos aquilo que queríamos e com sucesso.
Mesmo que a pausa de gratificação não dure mais de cinco minutos num dia inteiro, ilumina-me o resto das horas do dia.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Estudar à pressa
Desvendei uma das razões para a minha preguiça no estudo - arrogância.
Percebi que costumo sentir que é uma perda de tempo estudar algo que é muito provável que não saia na avaliação. E que é muito maior motivo de "orgulho" ter boas notas sem ter estudado muito, só naquela, "isto pra mim é senso comum" e não há a sensação de desilusão caso o exame não corra bem...
Pois é, é uma estupidez, mas era inconsciente! Eu não sabia que esta atitude me desculpava o adiamento sucessivo do estudo. Pensava que era só preguiçosa!
Bom, mas nem tudo foi desperdiçado e ainda tenho dois aninhos para deixar de ser uma menina com medo de falhar, para aprender a estudar por mim e pela minha auto-formação.
Percebi que costumo sentir que é uma perda de tempo estudar algo que é muito provável que não saia na avaliação. E que é muito maior motivo de "orgulho" ter boas notas sem ter estudado muito, só naquela, "isto pra mim é senso comum" e não há a sensação de desilusão caso o exame não corra bem...
Pois é, é uma estupidez, mas era inconsciente! Eu não sabia que esta atitude me desculpava o adiamento sucessivo do estudo. Pensava que era só preguiçosa!
Bom, mas nem tudo foi desperdiçado e ainda tenho dois aninhos para deixar de ser uma menina com medo de falhar, para aprender a estudar por mim e pela minha auto-formação.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Quentinho cá dentro
sábado, 7 de novembro de 2009
Somos determinados pela sociedade e nada podemos fazer para a mudar (?)
Ontem tive uma conversa com um professor de sociologia polaco e ele disse-me que muito pouca gente tem uma solução para a sociedade contemporânea, nomeadamente em relação ao capitalismo e às consequências na crise.
É verdade que a sociedade é um sistema mega complexo e ainda não se percebem completamente quais são as suas influências. Mas eu, na minha teimosa perspectiva psicológica, e portanto individualista, fiquei orgulhosa ao pensar no que tem acontecido com o vegetarianismo à minha volta.
Desde há quase 5 anos que os argumentos são sempre: "Porque não hás-de comer este bife, se a vaca já morreu? Já não podes voltar a trás." Ou, "O facto de tU não comeres não muda nada, já viste a quantidade de pessoas que continuam a comer? É insignificante essa tua mudança. Estás a dar-te ao trabalho para nada, porque tudo fica igual."
Mas na verdade, sem que eu faça propaganda ou tente mudar os outros, várias pessoas têm mudado a sua alimentação só por saberem a minha posição: 5 pessoas tornaram-se vegetarianas e muitas outras têm agora no seu cardápio muito mais opções de refeição sem carne ou peixe que escolhem com agrado.
Se cada uma dessas pessoas tiver esta influência em outras 5 pessoas, haverá um aumento exponencial de pessoas que não se alimentam de carne e peixe!
O que quero dizer é: mesmo que não faça ideia de como se muda a sociedade, mesmo que me sinta uma parte minúscula neste sistema enorme. Posso sempre fazer a minha parte. É preciso ser um perito para entender como funcionam os processos complexos da vida social, que é o que pretendo ser no futuro na verdade. Mas não é preciso grande coisa além dos teus valores para seguires o que gostavas que fosse a tua realidade.
E pronto lá vem aquela frase mais que batida:
“Sê a mudança que queres ver no mundo!”
É verdade que a sociedade é um sistema mega complexo e ainda não se percebem completamente quais são as suas influências. Mas eu, na minha teimosa perspectiva psicológica, e portanto individualista, fiquei orgulhosa ao pensar no que tem acontecido com o vegetarianismo à minha volta.
Desde há quase 5 anos que os argumentos são sempre: "Porque não hás-de comer este bife, se a vaca já morreu? Já não podes voltar a trás." Ou, "O facto de tU não comeres não muda nada, já viste a quantidade de pessoas que continuam a comer? É insignificante essa tua mudança. Estás a dar-te ao trabalho para nada, porque tudo fica igual."
Mas na verdade, sem que eu faça propaganda ou tente mudar os outros, várias pessoas têm mudado a sua alimentação só por saberem a minha posição: 5 pessoas tornaram-se vegetarianas e muitas outras têm agora no seu cardápio muito mais opções de refeição sem carne ou peixe que escolhem com agrado.
Se cada uma dessas pessoas tiver esta influência em outras 5 pessoas, haverá um aumento exponencial de pessoas que não se alimentam de carne e peixe!
O que quero dizer é: mesmo que não faça ideia de como se muda a sociedade, mesmo que me sinta uma parte minúscula neste sistema enorme. Posso sempre fazer a minha parte. É preciso ser um perito para entender como funcionam os processos complexos da vida social, que é o que pretendo ser no futuro na verdade. Mas não é preciso grande coisa além dos teus valores para seguires o que gostavas que fosse a tua realidade.
E pronto lá vem aquela frase mais que batida:
“Sê a mudança que queres ver no mundo!”
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Metro
Já viste que o metro está lá, mas não vais correr, seria parvo, mas quem sabe ainda dá tempo. Apressas o passo, mas correr não é preciso, é tranquilo passa outro metro daqui a 2 minutos. Estás a chegar ao final das escadas e toca o sinal de partida. Não resistes, começas a correr e saltas de repente, mesmo a tempo, por entre as portas a fechar. Embora se trate apenas de entrar no metro, não consegues evitar que o sorriso triunfante se espalhe no rosto e olhas para os lados, controlando a pequena adrenalina, a ver se ninguém repara quão emocionante foi para ti este momento.
É delicioso ver este sorriso aparecer no rosto das pessoas, que com pequenos jeitos desafiam a rotina e se divertem consigo mesmas, seja qual for a sua idade.
É delicioso ver este sorriso aparecer no rosto das pessoas, que com pequenos jeitos desafiam a rotina e se divertem consigo mesmas, seja qual for a sua idade.
domingo, 6 de setembro de 2009
Até breve!
A despedida foi perfeita. Foi à minha maneira, calminha, o pessoal conversando e curtindo a música. Fiquei sem palavras, como fico sempre nestas situações. Queria ter dito como foi importante para mim ter-vos conhecido, como encheram a minha vida de alegria estes meses. A caminho do aeroporto inspirei fundo relembrando a força de cada abraço, cada pessoa que abracei com tanto carinho quanto é possível.
Depois imaginei a recepção que me esperava. Sair destes abraços envolventes para logo ser abraçada pela minha família, Filipe e amigas é de um amor tão arrasador que nem parece fazer sentido. É estranho sentir-me tão abraçada e amada.
Despedi-me certa das amizades e amor que tenho por vocês, e cheguei certa da maravilha de carinho e amor que tenho pelos que me esperavam aqui. Mais uma vez, fiquei sem palavras e sem jeito quando vi os balões e as pessoas lindas que me receberam.
Filipe. Como é que ver-te e abraçar-te pode ser ainda melhor do que imaginei!? Como é tão fácil e óbvio receber-nos de volta! Como é que nos encaixamos tão bem? Como és tão bonito! Como te amo tanto.
Pessoal, isto não é uma separação. Sinto que estamos todos juntos. A gente vai-se ver em breve!
Depois imaginei a recepção que me esperava. Sair destes abraços envolventes para logo ser abraçada pela minha família, Filipe e amigas é de um amor tão arrasador que nem parece fazer sentido. É estranho sentir-me tão abraçada e amada.
Despedi-me certa das amizades e amor que tenho por vocês, e cheguei certa da maravilha de carinho e amor que tenho pelos que me esperavam aqui. Mais uma vez, fiquei sem palavras e sem jeito quando vi os balões e as pessoas lindas que me receberam.
Filipe. Como é que ver-te e abraçar-te pode ser ainda melhor do que imaginei!? Como é tão fácil e óbvio receber-nos de volta! Como é que nos encaixamos tão bem? Como és tão bonito! Como te amo tanto.
Pessoal, isto não é uma separação. Sinto que estamos todos juntos. A gente vai-se ver em breve!
domingo, 30 de agosto de 2009
Férias:
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
A intensidade de vida aqui começa a entrelaçar-se com a expectativa de voltar a Portugal.
Primeiro tive uma fase nostálgica, de saudade prematura e tristeza por ir embora.
Mas agora estou pronta. Gostaria de ter viajado mais agora estes últimos dias, mas não é fácil para a maioria das pessoas e é com elas que quero estar, por isso vou ficar a aproveitar João Pessoa com eles.
Quero sentir o cheiro do calor seco de Lisboa; a luz morna na pele. Quero chegar a casa, ver a minha família, abraçar o Filipe e rir com as meninas. Vai ser um choque grande por causa da nova rotina, da cultura diferente, da construção diferente da cidade, mas principalmente pela grande mudança das pessoas que me cercam. Pensar nisso só me faz sorrir.
Como tenho pessoas boas à minha volta, agora tanto dum lado como do outro do Atlântico!
Primeiro tive uma fase nostálgica, de saudade prematura e tristeza por ir embora.
Mas agora estou pronta. Gostaria de ter viajado mais agora estes últimos dias, mas não é fácil para a maioria das pessoas e é com elas que quero estar, por isso vou ficar a aproveitar João Pessoa com eles.
Quero sentir o cheiro do calor seco de Lisboa; a luz morna na pele. Quero chegar a casa, ver a minha família, abraçar o Filipe e rir com as meninas. Vai ser um choque grande por causa da nova rotina, da cultura diferente, da construção diferente da cidade, mas principalmente pela grande mudança das pessoas que me cercam. Pensar nisso só me faz sorrir.
Como tenho pessoas boas à minha volta, agora tanto dum lado como do outro do Atlântico!
Amigos
Gosto de estar aqui.
(Ellie, Sam, Gúbio, Sophie, Max e Jo)
É bom acordar com um abraço do Irapa ou da Ellie, tomar o pequeno almoço com eles, com a Sophie e o Max, geralmente ao som de uma música latina bem animada, nesta casa linda, grande e cheia de verde. Depois aparecem o Gúbio, o Sam e a Jo, mais tarde a Fe e a Patrícia.
Passeamos todos juntos, vamos à praia, vamos comer sushi, fazemos festas, saímos pro nosso bar tradicional, cozinhamos, conhecemo-nos.
Viver com amigos é mesmo bom.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Soninho
Cada um tem as suas manias. Eu tenho uma muito especial.
Não posso acordar com o despertador e levantar-me logo.
Não dá. Simplesmente não funciono assim! Preciso de uns vinte minutos entre o dormir e o acordar. A minha consciência tem que voltar antes do pé tocar o chão.
Se o meu corpo "acordar" antes da minha mente... Pumbas! Fico zombi o dia todo. É que nem vale a pena contestar.
Demorei milhões de tempo só pra pensar o que é que hei-de pôr na bolsa pra fac. E claro esqueci-me da caneta! ^^
Estava a passar no meu prédio e automaticamente entrei, para só depois me aperceber que era suposto eu ter continuado a rua.
Vim pra faculdade uma hora mais cedo porque troquei as horas!
Sem condições.
Não posso acordar com o despertador e levantar-me logo.
Não dá. Simplesmente não funciono assim! Preciso de uns vinte minutos entre o dormir e o acordar. A minha consciência tem que voltar antes do pé tocar o chão.
Se o meu corpo "acordar" antes da minha mente... Pumbas! Fico zombi o dia todo. É que nem vale a pena contestar.
Aquele tempinho entre de passagem dos sonhos, do inconsciente para a consciência tem que existir. Só consigo acordar com o corpo ainda em repouso, antes de me levantar e começar a fazer as coisas da manhã.
Se não fico nesse meio termo, a deambular, meia acordada, meia a dormir o dia todo.
Demorei milhões de tempo só pra pensar o que é que hei-de pôr na bolsa pra fac. E claro esqueci-me da caneta! ^^
Estava a passar no meu prédio e automaticamente entrei, para só depois me aperceber que era suposto eu ter continuado a rua.
Vim pra faculdade uma hora mais cedo porque troquei as horas!
Sem condições.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
UFPB
Universidade Federal da Paraíba.
Queria deixar umas fotos, embora poucas, da universidade por onde ando todos os dias que tenho aula.

Este é o caminho que faço sempre para ir de uma aula da área de biologia para uma das aulas de psicologia. Ora, não se entende como engordei! Tenho que andar kilómetros! Mas quando o calor nos ensopa de suor ou quando é a chuva que o decide fazer, peço boleia a alguma alma caridosa.
Esta é a biblioteca central, está rodeada por natureza lindíssima - toda a universidade está no meio da reserva de mata atlântica. Mas por dentro a biblioteca é um bocado decadente. Há poucas ventoinhas e muito calor e melgas. Um banheiro assustador e baldes no meio da escada de cimento porque caí água do tecto. Um funcionário lentíssimo onde se demora no mínimo 30 minutos para se conseguir requisitar um livro e um torniquete com outro funcionário cuja função é olhar as malas para ver se ninguém rouba nada.

Não consigo deixar de me fascinar com estas árvores sempre que passo ao lado delas. Olhem só o tamanho! Dá para comparar com a rapariga que está a passar na foto.
Este é o caminho para o CCHLA, onde estão as áreas humanas e de letras. Pelo caminho há sempre gatinhos lindos.
E esta é a famosa Praça da Alegria (tem mesmo o nome escrito na parede, coisa de brasileiros eheh). É aqui que costumo estar. O Fernando está às vezes por aí ora a vender ora nas aulas. Descobri no outro dia um senhor muito simpático que vende pasteis naturais muito bons. Há também essas banquinhas com brincos e tudo o mais. Lá à frente estão penduradas as calças que o Marinho vende. Nunca, em 4 meses, vi alguém comprar, mas ele é fantástico. Todos os dias me diz o que se anda a passar na cidade. Concertos, Festas de rua, festivais de cinema, tudo, de todos os gostos e muitas vezes coisas alternativas e pouco conhecidas! Ainda hoje mal me viu dirigiu-se a mim para dizer que haveria um concerto grátis de guitarra lá no centro.
Gosto desta praça. É aqui que atrofio com a Maíra e a Juliana depois das alucinantes aulas de OP, e onde converso com o Izaías. :)
Mais umas novidades:
Queria deixar umas fotos, embora poucas, da universidade por onde ando todos os dias que tenho aula.
Este é o caminho que faço sempre para ir de uma aula da área de biologia para uma das aulas de psicologia. Ora, não se entende como engordei! Tenho que andar kilómetros! Mas quando o calor nos ensopa de suor ou quando é a chuva que o decide fazer, peço boleia a alguma alma caridosa.
Gosto desta praça. É aqui que atrofio com a Maíra e a Juliana depois das alucinantes aulas de OP, e onde converso com o Izaías. :)
Mais umas novidades:
Fui surfar ontem! Claro que taralhoca como sou não me consegui levantar da prancha em nenhuma das 5 ondas que apanhei. Era tão difícil só ir até lá à frente com a prancha! Bastantes ondas me empurraram de volta, como se não houvesse amanhã. O máximo que consegui surfar foi ficar de joelhos em cima da prancha eheh, mas só ir deitada na espuma da onda já é tão saboroso! Na despedida da aula de surf, na última onda, estava tão concentrada em equilibrar-me e levantar-me que a prancha foi contra a areia e rebolei feita doida com força contra a praia.
Mas no final do dia, senti com prazer um agradável cansaço.
No outro dia também decidi dar uma de desportiva. Foi o seguinte: ia pra casa do Irapa à noite, tinha uma bicicleta e a maré estava baixa. Ora todo o caminho, desde minha casa até lá pode ser feito pela areia molhada! Maravilhoso... a lua a iluminar o branco da espuma, música chill nos fones e aí fui eu! Estou orgulhosa de mim eheh.
Vou agora de novo para lá, mas a bici ficou lá e na verdade a probabilidade de chover é enorme, mesmo que tenha estado um sol abrasador durante o dia - este país nunca se esquece que é tropical. Mas eu gosto mesmo assim.
Ah! O Gúbio ligou agora e vai dar-me uma carona até lá. Yey!
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Os três companheiros
Uma parte muito significativa da minha estadia aqui foi embora esta semana.

Mas sei que vou voltar a Lisboa com dois grandes amigos. Quero continuar a vê-los, quero continuar a partilhar o meu tempo, os meus medos, as minhas rotinas com eles.
É tão estranho voltar da universidade, sair do ônibus e olhar a janela de sua casa... agora vazia. Que bom que era voltar das aulas e refugiar-me neles, contar o meu dia, saber do deles e planear a noite.
Foram a minha casa durante estes meses. Era pra eles que eu me recolhia e era com eles que fazia os planos para cada dia, para cada semana.
Desde o primeiro dia que gostei da boa energia destes meninos e logo que os vi senti-me completamente à vontade e transparente.
Em Pipa aliámo-nos ao dormir todos juntos no carro.
Sem saber o que esperar, fomos vivendo de acordo com algumas coisas q teríamos de fazer por aqui. É a Bárbara que tem o papel mas nós confirmámos que realizámos quase tudo o que nos dispusemos a fazer! Além dessa lista, havia apenas a frase "Já fizes-te amigos Margarida?" - que também se realizou.

Passeei bastante com eles pelo Brasil...
ri-me desalmadamente cada vez que o Pedro dizia expressões ou piadas palermas;
diverti-me com as mudanças de humor da Bárbara;
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dancei feliz forró com o Pedro e samba com a Bá;
bebi, ri e chatei-os bastante nalgumas noites;
fiz fielmente parte da dupla de lontrinhas

corri para lhes contar tudo sobre mim, o que se passava, quais os meus problemas e histórias novas;
tive uma conversa óptima com ele, logo no início, numa emocionante festa de trance;
recebi boas massagens nos pés;
acordei no quarto dos portugueses bastante baralhada depois duma daquelas noites, sempre com eles ao meu lado;
adorei o estilo da Bá e de ir às compras com ela;
partilhei uma noite a rede com o Pedro, nem sabemos bem como;
escutei com interesse os pensamentos sobre espiritualidade que o Pedro foi tendo ao longo do tempo;
A cima de tudo foi maravilhosamente fácil viver com eles. Sem stresses, num ambiente muito agradável e de confiança. :)
Mas sei que vou voltar a Lisboa com dois grandes amigos. Quero continuar a vê-los, quero continuar a partilhar o meu tempo, os meus medos, as minhas rotinas com eles.
É tão estranho voltar da universidade, sair do ônibus e olhar a janela de sua casa... agora vazia. Que bom que era voltar das aulas e refugiar-me neles, contar o meu dia, saber do deles e planear a noite.
Foram a minha casa durante estes meses. Era pra eles que eu me recolhia e era com eles que fazia os planos para cada dia, para cada semana.
Desde o primeiro dia que gostei da boa energia destes meninos e logo que os vi senti-me completamente à vontade e transparente.
Sem saber o que esperar, fomos vivendo de acordo com algumas coisas q teríamos de fazer por aqui. É a Bárbara que tem o papel mas nós confirmámos que realizámos quase tudo o que nos dispusemos a fazer! Além dessa lista, havia apenas a frase "Já fizes-te amigos Margarida?" - que também se realizou.
Passeei bastante com eles pelo Brasil...
ri-me desalmadamente cada vez que o Pedro dizia expressões ou piadas palermas;
diverti-me com as mudanças de humor da Bárbara;
dancei feliz forró com o Pedro e samba com a Bá;
bebi, ri e chatei-os bastante nalgumas noites;
fiz fielmente parte da dupla de lontrinhas
corri para lhes contar tudo sobre mim, o que se passava, quais os meus problemas e histórias novas;
tive uma conversa óptima com ele, logo no início, numa emocionante festa de trance;
acordei no quarto dos portugueses bastante baralhada depois duma daquelas noites, sempre com eles ao meu lado;
adorei o estilo da Bá e de ir às compras com ela;tive sensações muito dificeis e estranhas com a Bá ao meu lado no couqueirinho, e outras super divertidas com uns biscoitinhos, rindo com ela sem parar;
confiei completamente neles;
partilhei a minha intimidade com a Bárbara e ela partilhou as histórias dela comigo;
Sabemos que tivemos uma vida mesmo boa aqui e não a guardámos para cada um, partilhámo-la com quem estava ao nosso lado...
...E que bem que ficámos ao lado uns dos outros!
Até já meus queridos. :) *
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