quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Hoje

Acordei com o despertador. Eram 10h, mas não foram o suficiente para o meu corpo recuperar(durido que estava da dança). Depois dum esperguiçar, dum dorminhar e dum voltar a enroscar, toca a campaínha. "Sim, sim! Sei que faz bem acordar e ganhar energia..mas estava taao bem!"... 10minutos e estamos no carro para um sítio surpresa. Quando lá cheguei, mesmo com o peso do sono ainda nas pálpebras, já sentia o sorriso que o Filipe cria em mim só por existir ao meu lado. Depois de fugir ao segurança e de pequenas chatices sobre o pagamento ou não do parque lá entramos. É bonito o jardim do museu do traje e sabe bem respirar e conversar por lá. De volta a "casa", fiz a minha missão do dia (literalmente e orgulhosamente): ensinei ao Filipe o truque certeiro para parar os soluços! Carrefur (agora continente), boxers, papel reciclado e bolachas. (Gosto de conduzir. Adoro o meu carro.Tenho mesmo pena que alguém o vá "abater".) Almocinho e palhaçadas típicas e que nunca me deixaram de fazer rir, faculdade e aulinha. Fiz os meus dois deveres antes da aula. Não sei como é com o resto do mundo, mas eu planeio muito todo o meu dia, faço anotações (geralmente na agenda) sobre o que quero fazer e são coisas como "ver do visto pró Brasil","estudar TPS","comprar pen"... Coisas úteis e que me orientam no dia a dia. (Orientam mesmo, se não tiver estes pequenos objectivozinhos para cada dia, perco-me.) Fiz então o que tinha pensado, fui à aula e correu muito bem, tirei imensos apontamentos e percebi tudo. A electricidade faltou e o professor continuou a aula às escuras (no anfiteatro) o que teve muita piada. No final da aula soube que as outras faculdades fecharam, mas a nossa continuou com o bar cheio de gente a lanchar iluminados pelas luzes de emergência como se nada fosse perturbar as suas rotinas engraçadas. Boleia do Filili ás meninas do trabalho de grupo. Trabalho de grupo feito numa hora cá em casa. Gostaram do meu gato :) é sempre motivo de orgulho. Peguei no calhambeque e levei camisas à lavandaria e fui pagar as aulas de dança na horta nova. Até deve ter a sua piada ver alguém a puxar com imensa força a porta amolgada do carro, desistir e entrar pela porta do outro lado para ir por dentro para o lugar do condutor. Casa do namorado e ficar por lá até as 8 e pouco a ler, namorar e relaxar...como se na nossa própria casa fosse. Passagem rápida e vi caras amigas. Jantar com a família, uma sopinha boa. Ver os contemporâneos com as gargalhadas dos pais no sofá sabe bem.

Depois do jantar reparei no sentimento inerente a toda a experiência do dia: sentir que tudo teve a mesma importância, que o tempo passa muito rápido e que é tudo rotina.
Mas, mas...quem é que acorda com o pequeno-almoço em punho e um jardim maravilhoso para respirar e passear ao lado do nosso companheiro de vida? Quem é que se pode gabar de comer algo delicioso feito por si mesmo? Quem é que não acha extraordinário que uma aula prossiga durante uma hora inteira só com a luz dos sinais de saída de emergência a iluminar parcialmente o professor?? Quem é que contém o riso ao conduzir (ou tentar conduzir) um carro com 20 anos? Quão abraçador não são os momentos de riso com o namorado e a família?

:) Vale a pena relembrar-me de que tenho esta "rotina"só porque me faz bem.

1 comentário:

T disse...

És tão Margarida.

Sempre tu, tu com o filipe, tu com as notinhas, tu na faculdade, tu com o faísca, tu no teu carrinho (agora que já ganhaste confiança para conduzir).

Sabes, fiquei com saudades. E como é que um dia tão rotineiro consegue ser tão diferente ao mesmo tempo, não é?

Oh * :)